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Solos da Amazônia

Os solos amazônicos, são afetados por fatores formativos, onde o relevo, geologia, clima e o material de origem são elementos isolados, muitos dos quais são fracamente férteis (VALE JUNIOR et., 2011). As unidades pedogenéticas mais típicas encontradas na região amazônica podem ser resumidamente agrupadas da seguinte forma: latossolos, argissolos, plintossolos, gleissolos, neossolos, espodossolos, cambissolos, nitossolos (IBGE, 2018).

Solos do Amazonas

O estado do Amazonas é constituído principalmente por duas unidades geomorfológicas: terra firme e aluvial. Terra firme, nome regional, é um relevo que varia de suavemente ondulado a ondulado em planícies e áreas cortadas. Aluvial, são áreas onde podem ocorrer inundações ocasionais devido a rios lamacentos. (MAIA & MARMOS, 2010). Entre as classes de solos dominantes no estado do Amazonas, os solos argissolos representam 43,8% da área do estado, os Latossolos representam 26,6% da área estadual, os Gleissoloss 9,5%, os Espodossolos 7,2%, os Plintossolos 3,6%, os Neossolos 3,5 %, os Luvissolos 1,6%, e os Cambissolos 1,37% (IBGE, 2018).


Mapa Pedológico do estado

Lista de solos do estado


Luvissolo Crômico Pálico típico

A - DESCRIÇAO GERAL


CLASSIFICAÇÃO – SiBCS: LUVISSOLO CRÔMICO Pálico típico, A antrópico, eutrófico, textura argilosa, relevo suave ondulado, floresta tropical subperenifólia – TCp.

WRB: Leptic, Pretic Luvisol (Clayic, Cutanic Humic).

LOCALIZAÇÃO, MUNICÍPIO, ESTADO E COORDENADAS - Lado esquerdo da Vicinal Douradão, Km 48 (final da estrada), entrando a direita cerca de 500 metros em área de pastagem por meio de um carreador, em seguida percorrer 800 metros de carreador em área de mata nativa, chegando na roça, seguir até a área de cultivo de cacau. Distante 48 Km da sede de Apuí-Amazonas. 07º 12’ 03,8’’ S e 59º 39’ 35,1” W.

SITUAÇÃO, DECLIVIDADE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL - Descrito e coletado no terço médio da encosta suave, com declividade de 2,5 a 5,0%, cultivo de cacau.

ALTITUDE – 113 metros.

LITOLOGIA – Riolito e/ou riodacito.

FORMAÇÃO GEOLÓGICA – Grupo Colider.

PERÍODO – Paleoproterozóico / Estateriano.

MATERIAL ORIGINÁRIO - Produto da alteração do material supracitado.

PEDREGOSIDADE - Não pedregosa.

ROCHOSIDADE - Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Suave ondulado.

RELEVO REGIONAL - Suave ondulado.

EROSÃO - Não aparente.

DRENAGEM – Moderadamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA - Floresta Tropical Subperenefólia.

USO ATUAL - Cultivo de cacau, utilizando andiroba como espécie para sombreamento.

CLIMA – Am, da classificação de Köppen.

DESCRITO E COLETADO - Mateus Rosas Ribeiro, Luís Antônio Coutrim dos Santos, Valdomiro Severino de Souza Júnior, Elaine Almeida Derlamelinda e Pedro Raimundo de Araújo.


B - DESCRIÇAO MORFOLÓGICA


  • Aup 0–16 cm, preto (10YR 2/1, úmida) e bruno-acinzentado muito escuro (10YR 3/2, seca); franco-argilossiltosa; moderada e forte muito pequena e pequena granular e blocos subangulares; ligeiramente dura, friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição clara e plana.
  • Au 16–45 cm, bruno muito escuro (10YR 2/2, úmida) e bruno-acinzentado muito escuro (10YR 3/2, seca); argilossiltosa; moderada e forte muito pequena e pequena granular; dura, friável, plástica e pegajosa; transição gradual e plana.
  • BA 45–62 cm, bruno-escuro (10YR 3/3, úmida); bruno (10YR 4/3, seca); argila; moderada muito pequena e pequena blocos subangulares; muito dura, firme, muito plástica e muito pegajosa; transição gradual e ondular (18 – 10 cm).
  • Bt 62–105 cm, bruno (10YR 4/3, úmida); muito argilosa; fraca média blocos angulares; cerosidade moderada e abudante; extremamente dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição gradual e plana.
  • BC 105–135 cm, bruno-amarelado (10YR 5/6, úmida); muito argilosa; maciça coesa, extremamente dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição abrupta e ondular (29 – 40 cm).
  • Cc 135–180 cm+, coloração variegada, composta de bruno-amarelado (10YR 5/6, úmida) e com concreções vermelho (2,5 YR 4/8); muito argilosa muito cascalhenta.
  • RAÍZES – Muitas nos horizontes Aup e Au; comuns no BA; poucas no Bt; raras no BC; ausente no Cc.
  • OBSERVAÇÃO – Horizonte Cc é concrecionário, apenas coletado, não caracterizado morfolicamente.
  • Relação textural: (BA + Bt)/(Aup + Au) = 1,48

Atividade da fração Argila Valor T (cmoc kg-1) x 1000/argila (g kg-1):

Alta nos horizontes Aup, Au, BA e Bt e Baixa nos horizontes BC e Cc.



C – ANÁLISES FÍSICAS E QUÍMICAS


Gleissolo Háplico Ta Eutrófico Neofluvissólico

DATA DA DESCRIÇÃO – 17/10/2023

Classificação: GLEISSOLO HAPLICO Ta Eutrófico neofluvissõlico, textura média e siltosa, A moderado, Tma, fase floresta equatorial higrófila de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada no lado direito de estrada vicinal, a cerca de 2,9 km a jusante do Porto de Itacoatiara, a 60 m da barranca do Rio Amazonas. Município de Itacoatiara, estado do Amazonas. Coordenadas: 03 09 16,1 Se 58° 25' 26,6" W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Dique aluvial, com 0% a 2% de declive, sob uso agrícola com pequenas lavouras de subsistência e pomares, relativamente arborizada.

ALTITUDE – 25 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluviais argilossiltosos, Holoceno.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Imperfeitamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial higrófila de várzea.

USO ATUAL – Uso agrícola com pequenas lavouras de subsistência (mandioca, milho, abóbora, melão, banana etc.).

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Hedinaldo Narciso Lima, Mauricio Rizzato Coelho, Luís Antônio Coutrim dos Santos, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Maria do Rosário Lobato Rodrigues, Gilvan Coimbra Martins.


Gleissolo Háplico Ta Eutrófico Neofluvissólico

CLASSIFICAÇÃO – GLEISSOLO HÁPLICO Ta Eutrófico neofluvissólico, textura siltosa, A moderado, Tma, fase florestal equatorial hidrófila de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada no lado esquerdo de estrada vicinal, a cerca de 900 m a jusante da estrada de acesso ao Terminal Hidroviário de Itacoatiara, a 200 m da barranca do Rio Amazonas. Município de Itacoatiara, estado do Amazonas. Coordenadas: 03º 09’ 11,5 S e 58º 25’ 26,2” W (Datum WGS 84)

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Várzea interna da planície de inundação do Rio Amazonas, com 1% a 2% de declive, sob vegetação de aningal.

ALTITUDE – 23 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares siltosos, Holocenos.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochoso.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Muito mal drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta tropical hidrófila de várzea (aningal).

USO ATUAL – Sem uso agrícola no local.

DESCRITO E COLETADO POR – José Francisco Lumbreras, Virlei Álvaro de Oliveira, Luis Antônio Coutrim dos Santos, Hedinaldo Narciso Lima, Maurício Rizzato Coelho, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Maria do Rosário Lobato Rodrigues, Gilvam Coimbra Martins


Gleissolo Háplico Ta Eutrófico Neofluvissólico Vertissolico

CLASSIFICAÇÃO – GLEISSOLO HÁPLICO Ta Eutrófico neofluvissólico vertissolico, textura siltosa-média/média-siltosa, A moderado, Tma, fase campo equatorial hidrófilo de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada em várzea recente na margem direita do Rio Amazonas, próximo ao parque de exposição e a cerca de 300 m a montante do Terminal Hidroviário Santa Rosa. Município de Parintins, estado do Amazonas. Coordenadas: 02º 38’ 08,3 S e 56º 45’ 36,6” W (Datum WGS84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – dique aluvial planície mais recente do Rio Amazonas, em local plano 0% a 2% de declive, sob vegetação de campo hidrófilo.

ALTITUDE – 15 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares argilossiltosos, Holoceno (Ferreira et al., 2006; IBGE, 2010b).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE –  Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano com microrrelevo do tipo gilgai.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Mal drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo tropical hidrófilo de várzea.

USO ATUAL – Sem uso agrícola no local e, eventualmente, utilizado como pastagem natural.

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Jeferson Luís de Vasconcelos de Macedo.

Gleissolo Háplico Ta Distrófico Neofluvissólico

CLASSIFICAÇÃO – GLEISSOLO HÁPLICO Ta Distrófico neofluvissólico, textura média, A moderado, álico, epialumínico, Tmoa, fase florestal equatorial hidrófila de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito na trincheira situada na fazendo do Sr. Manoel Lobato, a cerca de 300 m a sul da sua sede e a 2 km do centro da cidade de Parintins, estado do Amazonas. Coordenadas: 02º 38’ 15,8 S e 56º 44’ 55,5” W (Datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Planície de inundação de pequeno córrego, em local com 0% a 1% de declive sob cobertura de pastagem plantada.

ALTITUDE – 22 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares argiloarenosos, Holocenos (Ferreira et al., 2006; IBGE, 2010b).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produtos de alterações dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Mal drenada.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial hidrófila de várzea

USO ATUAL – Pastagem de capim Cynodon

DESCRITO E COLETADO POR – José Francisco Lumbreras, Virlei Álvaro de Oliveira, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Jeferson Luís Vasconcelos de Macedo.


Gleissolo Háplico Ta Eutrófico Solódico Vertissólico

CLASSIFICAÇÃO – GLEISSOLO HÁPLICADO Ta Eutrófico solódico vertissólico, textura argilosa, A moderado, mesoendossolódico, Tma, fase campo tropical hidrófilo de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada na fazenda do Sr. Bigode, a cerca de 250 m a norte da sede, a 300 m da barranca do Paraná do Parintins e a 25 km a jusante da sede municipal. Ilha Vila Nova, município de Parintins, estado do Amazonas. Coordenadas: 02º 32’ 52,5 S 56º 31’ 52,5” W (Datum WGS 84)

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Várzea interna da planície de inundação do Rio Amazonas, com 0% a 2% de declive, sob vegetação de campo nativo.

ALTITUDE – 16 metros

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares argilossiltosos, Holoceno.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Mal drenada.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo tropical hidrófilo de várzea.

USO ATUAL – Pastagem natural.

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Jeferson Luís Vasconcelos de Macedo.


Cambissolo Flúvico Ta Eutrófico Gleissólico

CLASSIFICAÇÃO – CAMBISSOLO FLUVICO Ta Eutrófico gleissólico, textura média/siltosa, A moderado, Tma, Hipoférrico, fase floresta tropical higrófila de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheiras situado no Campo Experimental do Caldeirão, Embrapa Amazônia Ocidental, margem esquerda do Rio Solimões, distante aproximadamente 100 m da barranca do rio. Município de Iranduba, estado do Amazonas. Coordenadas: 03º 09’ 11,5 S e 58º 25’ 26,2” W (Datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Dique aluvial, com 0% a 1% de declive , sob cobertura de floresta equatorial higrófila de várzea.

ALTITUDE – 22 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvias argilossiltosos, holoceno.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produtos de alterações dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochoso.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Moderadamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial higrófila de várzea.

USO ATUAL – Sem uso agrícola no local.

CLIMA – AM, tropical chuvoso, com variação anula de temperatura inferior a 5 ºC, segundo a classificação de Köppen (1936).

DESCRITO E COLETADO POR – Hedinaldo Narciso Lima, Maurício Rizzato Coelho e Maria do Rosário Lobato Rodrigues.

Argissolo Amarelo Distrófico Latossólico antrópico

CLASSIFICAÇÃO – ARGISSOLO AMARELO Distrófico latossólico antrópico, textura média/argilosa/muito argilosa, epieutrófico, caulinítico, Tmb, hipoférrico, fase endopedregosa, floresta tropical equatorial perenifólia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheiras situada no lado direito da rodovia vicinal de acesso ao Campo Experimental do Caldeirão (Embrapa Amazônia Ocidental), a cerca de 0,4 km da sua sede. 

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Topo plano de platô em interflúvio amplo, com 0% a 2% de declive, sob floresta.

ALTITUDE – 50 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos argilosos da formação Alter do Chão, Cretáceo (Dino et al., 1999; Ferreira et al., 2006; IBGE, 2010b).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração das litologias supracitadas.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Bem drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial perenifólia.

USO ATUAL – Área sob vegetação de floresta. CLIMA-Am, tropical chuvoso, segundo a classificação de Köppen (1936). 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Mauricio Rizzato Coelho, Hedinaldo Narciso Lima, Luís Antônio Coutrim dos Santos, Maria do Rosário Lobato Rodrigues, Gilvan Coimbra Martins.

Latossolo Amarelo Distrófico Petroplíntico

CLASSIFICAÇÃO – LATOSSOLO AMARELO Distrófico petroplintico, textura muito argilosa, A moderado, endoconcrecionário, álico, caulinítico, Tmb, hipoférrico, fase floresta equatorial perenifólia, relevo forte ondulado.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em corte de estrada situado no lado direito da rodovia AM- 010, no sentido do Rio Preto da Eva a Itacoatiara (km 124/125). Município de Rio Preto da Eva, estado do Amazonas. Coordenadas: 02° 49' 46,2" S c 59° 25' 34,8" W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Terço médio de encosta, com 30% a 40% de declive, sob floresta.

ALTITUDE – 114 metros

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos argilosos, Formação Alter do Chão, Cretáceo (Dino et al., 1999; Ferreira et al., 2006; IBGE, 2010b).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Forte ondulado.

RELEVO REGIONAL – Forte ondulado e ondulado.

EROSÃO – Laminar ligeira.

DRENAGEM – Bem drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial perenifólia.

USO ATUAL – Área sob vegetação de floresta.

DESCRITO E COLETADO POR –  Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Hedinaldo Narciso Lima, Luís Antônio Coutrim dos Santos, Maria do Rosário Lobato Rodrigues, Gilvan Coimbra Martins.

Neossolo Flúvico Ta Eutrófico Gleissólico

PERFIL: FLONA-5 

CLASSIFICAÇÃO: NEOSSOLO FLÚVICO Ta Eutrófico gleissólico, textura argilosa, A moderado 

LOCALIZAÇÃO, MUNICÍPIO, ESTADO E COORDENADAS: Lado esquerdo do Rio Madeira, no sentido de Porto Velho, a aproximadamente 1100 m da Comunidade Salomão, município de Humaitá, (AM), 07o40’.18” S e 062º54’.24,5” W.

SITUAÇÃO, DECLIVIDADE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL: Descrito e coletado na Várzea Baixa, no sopé de deposição, área sob Floresta Tropical Hidrófila de Várzea com aproximadamente 2,5 % de declive

ALTITUDE: 43 metros.

LITOLOGIA: Sedimentos aluviais 

FORMAÇÃO GEOLÓGICA: Aluviões Atuais 

PERÍODO: Holoceno

MATERIAL ORIGINÁRIO: sedimentos inconsolidados de planície fluvial.

PEDREGOSIDADE: Não pedregoso.

ROCHOSIDADE: Não rochoso.

RELEVO LOCAL: Plano.

RELEVO REGIONAL: Plano.

SUPERFÍCIE GEOMÓRFICA: Superfície Geomórfica III.

POSIÇÃO DA PAISAGEM: Sopé Baixo.

EROSÃO: Não aparente.

DRENAGEM: Imperfeitamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA: Floresta Tropical Hidrófila de Várzea.

USO ATUAL: Floresta Tropical Hidrófila de Várzea

CLIMA: Am segundo a classificação de Köppen.

DESCRITO E COLETADO: CAMPOS, M.C.C.

B - DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA 

A - 0 – 23 cm; bruno-acinzentado-escuro (10YR 4/2, úmido), cinzento claro (10YR 7/2, seco), mosqueado pouco, pequeno e distinto vermelho-amarelado (5YR 5/8, úmido); argilo-siltosa; fraca pequena e média granular; dura, firme, plástica e pegajosa; transição gradual e plana.

AC - 23 – 58 cm; bruno (10YR 4/3, úmido), mosqueado abundante, médio e distinto vermelho- amarelado (5YR 5/6, úmido); argilo-siltosa; fraca média blocos angulares; ligeiramente dura, firme, plástica e pegajosa; transição clara e plana.

C - 58 – 91 cm; bruno (7,5YR 5/3, úmido), mosqueado abundante, grande proeminente vermelho- amarelado (5YR 5/8, úmido); argilo-siltosa; moderada grande blocos angulares; extremamente dura, extremamente firme, plástica e pegajosa; transição clara e plana.

Cg1 - 91 – 123 cm; cinzento-claro (10YR 7/1, úmido), mosqueado abundante, grande e proeminente bruno-forte (7,5YR 5/6, úmido); argilo-siltosa; moderada grande blocos angulares; extremamente dura, extremamente firme, plástica e pegajosa; transição gradual e plana.

Cg2 – 123 – 165 cm; bruno-claro-acinzentado (7,5YR 6/3, úmido), mosqueado abundante, grande e proeminente vermelho-amarelado (5YR 5/8, úmido); argilo-siltosa; moderada grande blocos angulares e subangulares; extremamente dura, extremamente firme, plástica e pegajosa; transição gradual e plana.

Cg3 – 165 cm+; bruno (10YR 4/3, úmido), mosqueado abundante, grande e proeminente vermelho (2,5YR 5/8, úmido) argilo-siltosa; moderada grande blocos angulares; extremamente dura, extremamente firme, plástica e pegajosa.

RAÍZES – Abundantes nos horizontes A e AC, comuns em C e Cg1 e ausentes em Cg2 e Cg3.




Neossolo Flúvico Ta Eutrófico Típico

PERFIL: FLONA-4

CLASSIFICAÇÃO: NEOSSOLO FLÚVICO Ta Eutrófico típico, textura siltosa/argilosa, A moderado 

LOCALIZAÇÃO, MUNICÍPIO, ESTADO E COORDENADAS: Lado esquerdo do Rio Madeira, no sentido de Porto Velho, a aproximadamente 800 m da Comunidade Salomão, município de Humaitá, (AM), 07o40’.193” S e 062º54’.335” W.

SITUAÇÃO, DECLIVIDADE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL: Descrito e coletado na

Várzea Alta, no sopé de deposição, área sob Floresta Tropical Hidrófila de Várzea com aproximadamente 2,5 % de declive.

ALTITUDE: 48 metros.

LITOLOGIA: Sedimentos aluviais 

FORMAÇÃO GEOLÓGICA: Aluviões Atuais 

PERÍODO: Holoceno

MATERIAL ORIGINÁRIO: sedimentos inconsolidados de planície fluvial.

PEDREGOSIDADE: Não pedregoso.

ROCHOSIDADE: Não rochoso.

RELEVO LOCAL: Plano.

RELEVO REGIONAL: Plano.

SUPERFÍCIE GEOMÓRFICA: Superfície Geomórfica III.

POSIÇÃO DA PAISAGEM: Sopé Alto.

EROSÃO: Não aparente.

DRENAGEM: Moderadamente/imperfeitamente drenado. 

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA: Floresta Tropical Hidrófila de Várzea. 

USO ATUAL: Floresta Tropical Hidrófila de Várzea

CLIMA: Am segundo a classificação de Köppen.

DESCRITO E COLETADO: CAMPOS, M.C.C.

B - DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA

A - 0 – 18 cm; cinzento-avermelhado-escuro (5YR 4/2, úmido), cinzento-rosado (5YR 7/2, seca); franco-argilo-siltosa; fraca pequena a média granular; muito dura, friável, plástica e ligeiramente pegajosa; transição gradual e plana.

AC - 18 – 51 cm; bruno-claro (7,5YR 6/3, úmido), mosqueado pouco, médio e difuso vermelho- amarelado (5YR 5/8, úmido) franco-argilo-siltosa; fraca, média prismática; ligeiramente dura, muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição gradual e plana.

C1 - 51 – 89 cm; bruno (10YR 5/3, úmido), mosqueado pouco médio e difuso bruno-forte; (7,5YR 5/6, úmido) franco-argilo-siltosa; fraca média blocos subangulares; ligeiramente dura, muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição gradual e plana.

C2 - 89 – 120 cm; bruno (10YR 5/3, úmido), mosqueado abundante médio proeminente bruno-forte (7,5YR 5/6, úmido) argilo-siltosa; fraca média blocos angulares e subangulares; ligeiramente dura, firme, muito plástica e muito pegajosa; transição gradual e ondulada.

C3 - 120 – 150 cm; bruno (10YR 5/3, úmida), mosqueado abundante médio proeminente bruno- amarelado (10YR 5/8, úmido) argilo-siltosa; moderada grande prismática; muito dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição gradual e ondulada.

C4 - 150 – 200 cm; bruno-amarelado-claro (10YR 6/4, úmida), mosqueados abundante médio proeminente bruno-amarelado (10YR 5/8, úmido) argilo-siltosa; fraca grande prismática; muito dura, firme, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa.

RAÍZES – Abundantes nos horizontes A e AC, muitas em C1, comuns em C2 e C3, ausentes no C4


C – ANÁLISES FÍSICAS E QUÍMICAS


Plintossolo Argilúvico Alumínico Gleissólico

DATA DA DESCRIÇÃO – 20/10/2023

CLASSIFICAÇÃO – PLINTOSSOLO ARGILÚVICO Alumínico gleissólico, textura média/argilosa/muito argilosa, A moderado, epiálico, Ta, fase floresta equatorial higrófila de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira distante aproximadamente 200 m da Rodovia AM-070, Km 42, lado esquerdo do sentido Iranduba para Manacapuru. Municipio de Iranduba, estado do Amazonas. Coordenadas: 3 deg 09 54.27 ^ prime prime S 60 seg 24 seg 11.28 ^ prime W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Planície aluvionar com 0% a 2% de declive sob floresta equatorial higrófila de várzea. 

ALTITUDE – 26 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares argilossiltosos, Formação Içá, Pleistoceno.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração de sedimentos.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Imperfeitamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial higrófila de várzea (floresta ombrófila densa aluvial-IBGE, 2012).

USO ATUAL – Sem uso agrícola no local.

DESCRITO E COLETADO POR – Hedinaldo Narciso Lima, Maurício Rizzato Coelho e Maria do Rosário Lobato Rodrigues.

Neossolo Flúvico Ta Eutrófico Gleissólico

Perfil AM - 15

DATA DA DESCRIÇÃO – 21/10/2023

CLASSIFICAÇÃO – NEOSSOLO FLÚVICO Ta Eutrófico gleissólico, textura média/arenosa/siltosa, A fraco, Tma, fase floresta equatorial higrófila de várzea, relevo plano. 

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada na Fazenda do Sr. Bigode, a cerca de 130 m a sudeste da sua sede, a 20 m da barraca do Paraná de Parintins e a 25 km a jusante a sede Nova, município de Parintins, estado do Amazonas. Coordenadas: 02º 33’ 03,1 S e 56º 31’ 56,6” W (datum WGS 84). 

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Dique aluvial, do Rio Amazonas em local com 1% a 2% de declive, sob cobertura de pastagem natural e relativamente arborizada.

ALTITUDE – 20 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares arenossiltosos, Holoceno. 

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano e suave ondulado. 

EROSÃO – Não aparente. 

DRENAGEM – Imperfeita a moderamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial higrófila de várzea.

USO ATUAL – Sem uso agrícola no local (pasto natural).

CLIMA – Am, tropical chuvoso, segundo a classificação de koppen (1936).

DESCRITO E COLETADO POR – José Francisco Lumbreras, Virlei Álvaro de Oliveira, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Jeferson Luís Vasconcelos de Macedo. 

Plintossolo Argilúvico Alumínico Gleissólico

DATA DA DESCRIÇÃO – 14/09/2016

CLASSIFICAÇÃO – PLINTOSSOLO ARGILÚVICO Alumínico gleissólico, textura média/argilosa, A moderado, epiálico, Tb, hipoférrico, fase campo equatorial higrófilo de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil situado no lado esquerdo da rodovia BR-319, a 92,0 km do rio Madeira em Porto Velho (a 35,2 km do posto IDARON), no sentido de Humaitá. Município de Canutama, Amazonas. Coordenadas: 08º 09’ 47,2” S e 63º 48’ 04,6” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Área de planície, com 0-1% de declividade, sob cobertura de gramíneas forrageiras.

ALTITUDE – 81 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos fluviolacustres argiloarenosos e siltosos, Formação Içá, Pleistoceno (IBGE, 2006a).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimentos argiloarenosos e siltosos. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Plano com murundus.

RELEVO REGIONAL – Plano com murundus. 

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Mal drenado / imperfeitamente drenado. 

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo equatorial higrófilo de várzea.

USO ATUAL – Pastagem (Brachiaria brizanta e Brachiaria humidicula), com muitas invasoras. 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, Maurício Rizzato Coelho, José Francisco

Lumbreras, Ângelo Mansur Mendes e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Ap 0-14 cm; preto a cinzento muito escuro (10YR 2,5/1, úmido) e cinzento (10YR 5/1, seco); francossiltosa; moderada pequena e média granular e fraca a moderada pequena blocos subangulares; ligeiramente dura a dura, friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

Apg 14-22 cm; cinzento-escuro (10YR 4/1 úmido) e cinzento (10YR 5,5/1, seco), mosqueado pouco, pequeno e distinto, vermelho-amarelado (5YR 5/6) (de raízes); franca; fraca a moderada pequena e média granular e fraca a moderada pequena e média blocos subangulares; dura, friável, plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

EAg 22-34 cm; bruno-acinzentado (10YR 5/2, úmido), mosqueado pouco, pequeno e distinto, vermelho- amarelado (5YR 5/6) (de raízes); franca; maciça que se desfaz em fraca pequena e média blocos subangulares; dura, friável a firme, plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

Eg 34-47 cm; cinzento a cinzento rosado (7,5YR 6/1,5, úmido), mosqueado pouco, pequeno e distinto, vermelho-amarelado (5YR 5/6) (de raízes); franca; maciça que se desfaz em fraca pequena e média blocos subangulares; dura, friável a firme, plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e gradual.

Btg1 47-63 (60-67) cm; cinzento (10YR 6/1, úmido), mosqueado pouco a comum, médio e distinto, amarelo a bruno muito claro-acinzentado (10YR 7/5) e pouco, pequeno e proeminente, vermelho (2,5YR 5/6); franca; maciça que se desfaz em fraca média e pequena blocos subangulares e blocos angulares; muito dura, firme a muito firme, plástica e pegajosa; transição ondulada e clara (13 – 20 cm).

Btg2 63 - 85 (80-90) cm; cinzento-brunado-claro (2,5Y 6/2, úmido), mosqueado abundante, médio e grande distinto, amarelo (10YR 7/6) e pouco, médio e grande proeminente, vermelho (10R 4/7); francoargilosa; maciça que se desfaz em fraca a moderada média e pequena blocos angulares e blocos subangulares; muito dura a extremamente dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição ondulada e clara (13 – 30 cm).

Btgf1 85 – 152 cm; cinzento-claro (2,5Y 7/1, úmido), mosqueado abundante, grande e proeminente, vermelho (10R 4/8) e pouco, médio e distinto, amarelo-avermelhado (7,5YR 6/8); argila; maciça que se desfaz em moderada média blocos angulares e subangulares; extremamente dura, extremamente firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e gradual (62-72 cm).

Btgf2 152-190 cm+; coloração variegada composta por: cinzento-claro (2,5Y 7/1), vermelho (10R 4/8) e amarelo-avermelhado (7,5YR 6/8); argila; maciça que se desfaz em moderada média blocos angulares e subangulares; extremamente dura, extremamente firme, muito plástica e muito pegajosa.

POROS – Muitos muito pequenos e comuns pequenos no Ap e Apg; poucos a comuns muito pequenos no EAg, Eg e Btg1; poucos muito pequenos nos demais horizontes.

RAÍZES – Abundantes muito finas e finas e raras médias no Ap; comuns muito finas e finas e raras médias no Apg; poucas muito finas e finas no EAg; poucas muito finas no Eg; raras a poucas muito finas no Btgf1; raras muito finas no Btg2 e Btgf1; ausentes no Btgf2.

Observações

Perfil descrito úmido (em trincheira). Ocorrem poucas penetrações do horizonte A, alcançando o topo do horizonte Btg2. Atividade biológica em comum quantidade da superfície do solo até o horizonte Eg (cupins e formigas). Sugestão de transição abrupta entre o Ap e o Apg. A estrutura é difícil de ser observada a partir de 22 cm de profundidade devido à condição úmida do solo. Os horizontes Btgf1 e Btgf2, observados em dreno próximo, não apresentam aspecto maciço (o que é observado nos horizontes EAg e Eg). A descrição da estrutura foi realizada neste local. Ocorrem poucas superfícies de compressão nos horizontes Btg2, Btgf1 e Btgf2. Os horizontes Btgf1 e Btgf2 são de permeabilidade muito baixa. As paredes do perfil espelham com a passagem da lâmina da caçamba do trator. Estimativa da quantidade de plintita: 12% a 16% no horizonte Btgf1 (40% de mosqueados) e 20% a 25% no horizonte Btgf2 (60% de mosqueados). Estas áreas de campo apresentam relevo deprimido em relação às áreas vizinhas, que possuem cobertura vegetal de florestas. Embora de relevo plano, nestas áreas de campo ocorrem pequenas variações altimétricas, verificando-se locais com maior restrição de drenagem e maior acúmulo de carbono nas posições de relevo subcôncavo. Ocorrem murundus esparsos. Sugestão para discussão a respeito da aplicação do termo gleissólico no 4º nível categórico, já que estes solos têm drenagem restrita.

Análises Físicas e Químicas

Perfil nº RO-11

Amostra de laboratório: 16.1129-1136

Número de campo: RO-11


Análise elementar por Fluorescência de Raios X. Relação textural: 1,62



Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Btgf1. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).




Figura 22. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Btgf2. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).



Figura–Localização do perfil RO-11 na imagem de satélite do Google.

Foto do perfil: Jose Francisco Lumbreras


Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.

Solos de Roraima

O Estado de Roraima representa o conjunto geomorfológico mais diversificado da Amazônia, com superfícies rasas cobertas por sedimentos recentes que ascendem gradual ou repentinamente aos mais mais altos relevos do Brasil (Melo, 2003). Os principais tipos de solos encontrados no estado são: latossolos, argissolos, neossolos, espodossolos, gleissolos, plintossolos, planossolos e nitossolos (IBGE, 2018). 


Mapa Pedológico do estado

Lista de solos do estado


Argissolo Amarelo Distrófico Antrópico Plintossólico

CLASSIFICAÇÃO – ARGISSOLO AMARELO Distrófico antrópico plintossólico, textura média/argissola, epieutrófico, caulinítico, hipoférrico, fase floresta equatorial perififólia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – A 4,3 km da rodoviária BR-174, na vicinal 6 (sitio do Sr. Macapá) e a 3,3 km de Rorainópolis (posto Petrobrás) em direção a Boa Vista (lado esquerdo). Coordenadas; 00º 58’33,1” N e 60º 26’ 57,3” WGr (datum WGS 84).  

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Perfil descrito e coletado em trincheira situada no berço inferior da vertente, com 1 a 3% de declive. Perfil descrito sob pomar. 

ALTITUDE – 89 metros

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Granito, Suíte Intrusiva Igarapé Azul, Pré-Cambriano (Paleoproterozoico) (IBGE, 2005). 

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração da litologia supracitada, com grande influência antrópica nos horizontes superficiais. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa

ROCHOSIDADE – Não rochosa

RELEVO LOCAL – Plano

RELEVO REGIONAL – Suave ondulado

SUPERFICIE GEOMÓRFICA – 

POSIÇÃO DE PAISAGEM – 

EROSÃO – Não aparente

DRENAGEM – Moderadamente drenado

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial perenifólia (floresta ombrófila aberta –IBGE)

USO ATUAL – Pomar. A área é eventualmente Cultivada com hortaliças e culturas anuais. 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, Mauricio Rizzato Coelho, Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer, José Frutuoso de Vale Júnior, Miltom César Costa Campos, Guilherme Resende Corrêa, José Francisco Lumbreras e Valdinar Ferreira Melo.


DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA

  • Aup 0 – 14 cm, preto (10YR 2,5/1), franco-argiloaeronosa; fraca a moderada média granular; macia, friável, ligeiramente plástica e não pegajosa a ligeiramente pegajosa; transição plana e clara. 
  • Au1 14 – 41 cm, preto (10YR 2/1), francoarenosa; moderada a forte média granular; macia, friável, ligeiramente plástica e não pegajosa; transição plana e clara. 
  • Au2 41 – 63 (54-72) cm, cinzento muito escuro (10YR 3/1); franco-argiloarenosa; fraca a moderada, pequena e média, granular e blocos angulares; ligeiramente dura, friável, ligeiramente plástica a plástica e ligeiramente pegajosa a pegajosa; transição ondulada e abrupta. (13 – 31 cm). 
  • BA1 63 – 72 (67-77) cm, coloração variegada, composta de cinzento-escuro (10YR 4/1) e bruno amarelado (10YR 5/6); franco-argiloarenosa; moderada, média, blocos angulares e subangulares; cerosidade fraca e pouca a comum; dura, friável a firme, plástica e pegajosa; transição ondulada e gradual (5 – 23cm). 
  • BA2 72 – 94 cm, amarelo-brunado (10YR 6/6) mosqueado comum, médio e distinto, bruno-acinzentado (10YR 5/20, e difuso, bruno-amarelado-claro (10YR 6/4); argiloarenosa; moderada a forte, média e grande, blocos angulares e subangulares; cerosidade fraca e pouca a comum; dura, firme, 
  • Bt1 94 - 110 cm, amarelo-brunado (10YR 6/6), mosqueado comum, médio e distinto, brunoacinzentado muito escuro (10YR 3/2); argiloarenosa; moderada a forte, média e grande, blocos angulares e subangulares; cerosidade fraca e pouca a comum; dura, firme, plástica e pegajosa; transição plana e difusa. 
  • Bt2 110 - 140 cm, amarelo-brunado (1YR 6/6), mosqueado pouco a comum, médio e distinto, bruno-acinzentado muito escuro (10YR 3/2); argiloarenosa; moderada a forte, média e grande, blocos angulares e subangulares; cerosidade fraca e pouca a comum; dura, firme, plástica e pegajosa; transição plana e gradual.
  • Btf 140 – 180 cm+, bruno muito claro-acinzentado (2,5YR 7/4), mosqueado comum, pequeno e médio, proeminente vermelho (2,5YR 5/8), e comum, pequeno e médio distinto, amarelo-avermelhado (7,5YR 6/8); argiloarenosa; moderada, pequena e média, blocos angulares e subangulares; dura, firme, plástica e pegajosa.

RAÍZES – Comuns muito finas, finas e médias no Aup; comuns muito finas e finas no Au1; poucas muito finas e finas nos demais horizontes.

POROS – muitos, muito pequenos e pequenos no Aup; muitos, muito pequenos, comuns pequenos e poucos médios no Au1 e Au2; muitos, muito pequenos e pequenos nas partes escuras(mosqueados) e comuns, muitos, muito pequenos e pequenos na matriz do horizonte BA1; muitos, muito pequenos, comuns médios e grandes nas partes escuras(mosqueados)  e comuns, muito pequenos, pequenos e médios na matriz do horizonte BA2; comuns, muito pequenos e médios no Bt1 e Bt2; comuns, muito pequenos e pequenos e poucos médios no Btf. 

OBSERVAÇÕES – perfil descrito úmido; solo anterior e popularmente classificado com “Terra Preta de Índio”. Perfil examinado e coletado em trincheira aberta até 180 cm de profundidade. Fragmentos de artefatos cerâmicos em quantidade comum, presente nos horizontes superficiais Aup, Au1 e Au2. Presença de carvão e bolsões de material orgânico em todos os horizontes até 110 cm. Penetração de filmes (películas) de material orgânico nas interfaces estruturais, sobretudo nas superfícies verticais e inclinadas dos horizontes BA1 e BA2. Mosqueados dos horizontes BA1, BA2, Bt1 e Bt2 localizados predominantemente em antigos canais de raízes(verticalizados), preenchidos com material orgânico e com dimensões aproximadas entre 1 e 2,5cm de diâmetro, revelando expressiva atividade biológica. 


Resultados analíticos



* Calhau: >20 mm. Cascalho: 20-2 mm. Terra fina: <2 mm. Areia grossa: 2-0,2 mm. Areia fina: 0,2-0,05 mm. Silte: 0,05-0,002 mm. Argila: <0,002 mm. Relação textural: 2,07



Tabela 1. Conteúdos de carbono total, Fe e Al extraídos por ditionito-citrato-bicarbonato de sódio (Ald e Fed) e oxalato ácido de amônio (Alo e Feo) na TFSA do perfil RR01.




Mineralogia


Figura: Difratogramas de raios X da fração argila do horizonte Bt1. Montagem orientada. Radiação Kα do cobre. Minerais identificados: VHE-vermiculita com hidróxi-Al entrecamadas, Mi-mica, Ct-caulinita, Gb-gibbsita, Gt-goethita, At-anatásio e Q-quartzo.


Figura: Difratograma de raios X do concentrado de óxidos, obtido da fração argila do horizonte Bt1. Montagem orientada. Radiação Kα do cobre. Minerais identificados: Gt-goethita, Mi-mica, At-anatásio e Q-quartzo.




Referências

Batista, K. D., Lumbreras, J. F., Coelho, M. R., de OLIVEIRA, V. A., & do VALE JÚNIOR, J. F. (2018). Guia de campo da XI Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos: RCC de Roraima.


Espodossolo Humilúvico Hidromórfico Espessarênico

CLASSIFICAÇÃO – ESPODOSSOLO HUMILÚVICO Hidromórfico espessarênico, A moderado, textura arenosa/média/arenosa, fase campinarana equatorial arbustiva e campestre, relevo plano. 

LOCALIZAÇÃO – Entrar à esquerda no Km 336 da BR-174, a 32,7 km de Caracaraí no sentido de Rorainópolis, seguir 12,3 km na Vicinal 1. Município de Caracaraí, Roraima. Coordenadas: 01º 39’ 44,6” N e 60º 55’ 29,7” WGr (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Perfil em trincheira, em local plano, com 1 a 2% de declive. Perfil descrito sob vegetação de campinarana. 

ALTITUDE – 73 metros. 

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluviais de textura arenosa, Quaternário (IBGE, 2005). 

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimentos arenosos. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa. 

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Plano. 

RELEVO REGIONAL – Plano. 

EROSÃO – Não aparente. 

DRENAGEM – Imperfeitamente drenado. 

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campinarana equatorial arbustiva e campestre (campinarana gramíneo-lenhosa, IBGE). 

USO ATUAL – Sem uso agrícola no local. 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, José Frutuoso do Vale Júnior e Valdinar Ferreira Melo.

DESCRIÇÃO MORFOLOGICA 

A1 0 – 17cm; cinzento muito escuro (10YR 3/1); areia; grãos simples e fraca pequena granular; solta, solta, não plástica e não pegajosa; transição plana e gradual. 

A2 17 – 37 cm; cinzento (10YR 5,5/1); areia; grãos simples; solta, solta, não plástica e não pegajosa; transição plana e gradual. 

AE 37 – 57 (53-64) cm; bruno-claro-acinzentado (10YR 6/3); areia; grãos simples; solta, solta, não plástica e não pegajosa; transição ondulada e clara. (16 – 27 cm). 

Eg 57 – 110 cm; branco (5Y 8/1); areia franca; grãos simples; solta, solta, não plástica e não pegajosa; transição plana e abrupta (46 - 57 cm). 

Bh 110 – 112,5 cm; preto (10YR 2/1); areia franca; maciça; dura, friável, não plástica e não pegajosa; transição plana e abrupta. 

Bhx1 112,5 – 117,5 cm; cinzento-avermelhado-escuro (5YR 4/2); francoarenosa; maciça que se desfaz em fraca pequena blocos subangulares e angulares; muito dura, firme a muito firme, não plástica a ligeiramente plástica e não pegajosa a ligeiramente pegajosa; transição plana e clara. 

Bhx2 117,5 – 160 cm+; bruno-avermelhado-escuro (5YR 3/3), mosqueado comum, médio e grande, proeminente, preto (7,5YR 2,5/1); areia franca; maciça que se desfaz em fraca pequena blocos subangulares e angulares (na matriz do horizonte) e granular e blocos subangulares (nas partes escurecidas); muito dura, firme a muito firme (na matriz do horizonte) e ligeiramente dura e friável (nas partes escurecidas), não plástica a ligeiramente plástica e não pegajosa a ligeiramente pegajosa. 

RAÍZES - Muitas muito finas e finas no horizonte A1; comuns no horizonte A2; poucas a comuns no horizonte AE e ausentes nos demais horizontes. - Presença de raízes vivas (poucas e finas) e vestígios de raízes mortas nos horizontes Bh, Bhx1 e Bhx2.

POROS - Muitos muito pequenos, comuns pequenos e poucos médios no horizonte A1; muitos muito pequenos e comuns pequenos no horizonte A2; poucos pequenos no horizonte AE; muitos muito pequenos no horizonte Eg; comuns muito pequenos no Bh; comuns muito pequenos e pequenos e raros médios nos horizontes Bhx1 e Bhx2.

OBSERVAÇÕES: Perfil descrito em trincheira aberta até 160 cm. A partir dessa profundidade houve infiltração de água lateralmente, nas paredes da trincheira, inviabilizando seu aprofundamento. O lençol freático atingiu 120 cm da superfície durante a abertura da trincheira.

Segundo informações locais, a área não fica totalmente submersa em nenhum período do ano, mas o lençol freático permanece entre 30 e 40 cm da superfície no período chuvoso (cerca de 3 meses) e chega a 3 m de profundidade no máximo da seca (fevereiro/março). No horizonte Bhx2, os mosqueados são materiais orgânicos, localizados em canais e câmaras (cupins e antigas raízes). Presença nas proximidades de cupinzeiros escuros, de cor similar à dos mosqueados do horizonte Bhx2. Os horizontes Bhx1 e Bhx2 são de consistência muito dura quando secos. No entanto, não cabe o subscrito m, pois a cimentação é reversível, tornando-se mais branda quando umedecida. No entanto, houve dúvidas a respeito da presença ou não de ortstein nesses horizontes. Considerável atividade biológica nos horizontes Bh e Bhx2, expressa pela grande quantidade de canais.


Resultados analíticos



Calhau: >20 mm. Cascalho: 20-2 mm. Terra fina: <2 mm. Areia grossa: 2-0,2 mm. Areia fina: 0,2-0,05 mm. Silte: 0,05-0,002 mm. Argila: <0,002 mm. Relação textural: Não se aplica.



Tabela 3. Conteúdos de Fe e Al extraídos por ditionito-citrato-bicarbonato de sódio (Fed e Ald) e oxalato de amônio (Feo e Alo) na TFSA do perfil RR13.

*Teor do elemento abaixo do limite de detecção da técnica utilizada.


Mineralogia


Figura: Difratogramas de raios X da fração argila do horizonte Bhx2. Montagem orientada. Radiação Kα do cobre. Minerais identificados: VHE-vermiculita com hidróxi-Al entrecamadas, Ct-caulinita, Gb-gibbsita, Q-quartzo e At-anatásio.




Figura: Perfil RR13 (acima) e sua localização na imagem de satélite do Google (abaixo) (Caracaraí, RR). Foto: Sergio Hideiti Shimizu.



Referências

Batista, K. D., Lumbreras, J. F., Coelho, M. R., de OLIVEIRA, V. A., & do VALE JÚNIOR, J. F. (2018). Guia de campo da XI Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos: RCC de Roraima.

Planossolo Natrico Órtico Vertissólico

CLASSIFICAÇÃO – PLANOSSOLO NATRICO Órtico vertissólico, textura média, A fraco, Ta, fase campo cerrado equatorial, relevo plano. 

LOCALIZAÇÃO – A 30 km de Pacaraima, seguindo pela rodovia BR-174 no sentido de Boa Vista, dobrar a esquerda na rodovia RR-202 e percorrer cerca de 28 km até a Vila Sumuru, após o rio homônimo percorrer cerca de 3,7 km. Município de Pacaraima, Roraima. Coordenadas;04º 11’ 39,4” N e 60º 45’ 30,8” WGr (datum WGS 84). 

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Trincheira em área de terraço de contribuinte do Rio Sumuru, em local plano com 1-2% de declive. Perfil descrito sob vegetação de Campo Cerrado equatorial. 

ALTITUDE – 130 m

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Rochas ácidas e intermediárias, Grupo Sumuru, Pré-Cambriano (Paleoproterozoico), recobertos por sedimentos arenoargilosos do Quaternário. 

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração de parte das litologias supracitadas. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa

ROCHOSIDADE – ligeiramente rochosa

RELEVO LOCAL – Plano

RELEVO REGIONAL – Plano

SUPERFICIE GEOMÓRFICA – 

POSIÇÃO DE PAISAGEM – 

EROSÃO – ligeira a moderada

DRENAGEM – Mal drenado

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo cerrado equatorial intermediário para caatinga hipoxerófila (Savana Parque intermediaria para Savana-Estépica Parque – IBGE).  

USO ATUAL – Sem uso agrícola no momento 

CLIMA – 

DECLIVIDADE – 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, Mauricio Rizzato Coelho, Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer, José Frutuoso de Vale Júnior, Miltom César Costa Campos, Guilherme Resende Corrêa.

DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA

An 0 - 8 cm; cinzento (10YR 5/1, úmido) e cinzento-brunado-claro (10YR 6/2, seco); francossiltosa; fraca pequena blocos angulares e subangulares com aspecto maciço; ligeiramente dura, muito friável, não plástica e não pegajosa; transição plana e gradual. 

En 8 – 15 cm (11 – 20 cm); cinzento (10YR 6/1, seco); francossiltosa; fraca pequena blocos subangulares e angulares com aspecto maciço; ligeiramente dura, muito friável, não plástica e não pegajosa; transição ondulada e abrupta (3-12 cm).

 EBn 15 – 19 cm (16 – 23); cinzento-brunado-claro (10YR 6/2), mosqueado pouco a comum, médio e distinto, bruno-forte (7,5YR 5/2), francossiltosa; fraca pequena e média blocos subangulares e angulares com aspectos de maciço; ligeiramente dura, muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição ondulada e clara a abrupta.

Btn 19 – 41 cm (38-44 cm); bruno (7,5YR 5/2), mosqueado pouco a comum, médio e distinto, bruno-forte (7,5YR 5/8, e proeminente, cinzento escuro (7,5YR 4/1), e difuso, cinzento rosado (7,5 YR 7/2); francossiltosa; moderada a forte média a grande blocos angulares; dura, firme, plástica e pegajosa; transição ondulada e clara (19 – 25 cm). 

Btgn 41 - 63 cm; coloração variegada, composta de cinzento-rosado (7,5YR 6/2), cinzentoescuro (7,5YR 4/1) e bruno (7,5YR 5/2); franca; fraca a moderada pequena e média prismática e secundariamente moderada média blocos angulares; muito dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e clara. 

Btgnv1 63 - 83 cm; coloração variegada, composta de cinzento-escuro (10YR 4/1), brunoacinzentado (10YR 5/2), cinzento-brunado-claro (10YR 6/2) e bruno-forte (7,5 YR 5/8); francoargilosa; forte média prismática e secundariamente forte média blocos angulares; pouco a comuns slickensides; muito dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e gradual. 

Btgnv2 83 - 104 cm; coloração variegada, composta de cinzento-escuro (10YR 4/1), brunoacinzentado (10YR 5/2), bruno-acinzentado-escuro (10YR 4/2) e bruno-forte (7,5YR 5/6); franco-argilossiltosa; forte média prismática e secundariamente forte média blocos angulares; poucos a comuns slickensides; muito dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e abrupta. 

2Cgn 104 – 120 cm+; cinzento-brunado-claro (10YR 6/2, úmido) e cinzento-claro (10YR 7/2, seco), mosqueado pouco, pequeno e distinto, amarelo-brunado (10YR 6/8); francossiltosa; ligeiramente dura, friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa.

RAÍZES – Comuns finas no horizonte An; poucas no En e raras nos demais horizontes.

OBSERVAÇÕES – Mosqueados escuros a partir do horizonte Btgn. Presença de linha de seixos no topo do horizonte 2Cgn (quartzo arredondado com diâmetro de 1 a 3 cm).


Resultados analíticos 


*Calhau: >20 mm. Cascalho: 20-2 mm. Terra fina: <2 mm. Areia grossa: 2-0,2 mm. Areia fina: 0,2-0,05 mm. Silte: 0,05-0,002 mm. Argila: <0,002 mm.

** Teste negativo. Relação textural: 3,64


Mineralogia


Figura: Difratograma de raios X da fração argila do horizonte Btgnv1. Montagem orientada. Radiação Kα do cobre. Minerais identificados: E-esmectita, Cl-clorita, Mi-mica, Ct-caulinita e F-feldspato.


Figura:  Difratograma de raios X da fração silte do horizonte Btgnv1. Montagem orientada. Radiação Kα do cobre. Minerais identificados: Mi-mica, Q-quartzo e F-feldspato.



Figura:  Perfil RR07 (acima) e sua localização na imagem de satélite do Google (abaixo) (Pacaraima, RR).

Foto: Sergio Hideiti Shimiz



Referências

Batista, K. D., Lumbreras, J. F., Coelho, M. R., de OLIVEIRA, V. A., & do VALE JÚNIOR, J. F. (2018). Guia de campo da XI Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos: RCC de Roraima.




Gleissolo Háplico Tb Distrófico Típico

CLASSIFICAÇÃO – GLEISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico típico, textura muito argilosa, A moderado, álico, epialumínico, fase campo equatorial higrófilo de várzea, relevo plano. 

LOCALIZAÇÃO – Fazenda Paraíso, a 13 km da sede, na margem do Rio Tacutu e a 1 km do rio. Fazenda situada a 105 km da ponte do Rio Branco (Boa Vista), sendo 79 km na BR401 em direção à Guiana Inglesa e 26 km à esquerda desta, em estrada não pavimentada. Município de Bonfim, Roraima. Coordenadas: 03º 15’ 28,8” N e 60º 23’ 53,2” WGr (datum WGS 84).  

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Trincheira em planície de inundação do Rio Tacutu, em local plano com 1 a 2% de declive. Área utilizada com a lavoura de arroz. 

ALTITUDE – 67 metros. 

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares argilosos, Quaternário (Holoceno). 

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimento aluvionares. PEDREGOSIDADE – Não pedregosa. 

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Plano. 

RELEVO REGIONAL – Plano. 

EROSÃO – Não aparente. 

DRENAGEM – Mal drenado. 

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo equatorial higrófilo de várzea (campo higrófilo de várzea, IBGE). 

USO ATUAL – Cultivo de arroz. 

DESCRITO E COLETADO POR – José Francisco Lumbreras e Virlei Álvaro de Oliveira.

DESCRIÇÃO MORFOLOGICA

Ap 0 - 11cm; bruno-acinzentado-escuro a bruno-acinzentado (10YR 4,5/2), mosqueado pouco, pequeno e distinto, amarelo-brunado (10YR 6/6); argila; moderada pequena e média blocos subangulares; muito dura, firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e clara. 

ACg 11 - 30 cm; bruno-acinzentado (7,5YR 5/2), mosqueado comum, pequeno e distinto, amarelo-avermelhado (7,5YR 6/8), e pouco, pequeno e proeminente, vermelho (2,5 YR 4/6); muito argilosa; maciça que se desfaz em moderada média e grande blocos angulares; poucas superfícies de compressão; muito dura, firme a muito firme; muito plástica e muito pegajosa; transição plana e abrupta. 

2Cg 30 - 48cm; cinzento (10YR 6/1), mosqueado abundante, pequeno e proeminente, amarelo-avermelhado (7,5YR 6/8), cinzento (2,5Y 6/1) e vermelho (10R 4/6); muito argilosa; fraca média prismática e, secundariamente, moderada pequena e média blocos angulares; muito dura, firme a muito firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e abrupta. 

3Abg 48 - 63 cm; cinzento (2,5Y 6/1), mosqueado abundante, médio e proeminente, vermelho (2,5YR 4/6); argila; moderada a forte pequena e média blocos angulares; muito dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e abrupta. 

3Cg1 63 - 82 cm; cinzento (2,5Y 5,5/1), mosqueado pouco, pequeno e proeminente, vermelho-amarelado (5YR 5/8), e abundante, pequeno e proeminente, amarelo-brunado (10YR 6/8); muito argilosa; maciça que se desfaz em moderada pequena e média blocos angulares; muito dura, muito firme a extremamente firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e abrupta. 

3Cg2 82 - 103 cm; cinzento a cinzento-brunado-claro (10YR 6/1,5), mosqueado abundante, grande e proeminente, amarelo-avermelhado (7,5YR 6/8); muito argilosa; forte pequena blocos angulares e fraca pequena prismática; poucas superfícies de compressão e muito pouco slickensides; muito dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e clara a gradual. 

3Cg3 103 - 150 cm; cinzento-claro (10YR 7/1,5), mosqueado abundante, grande e proeminente, amarelo-avermelhado (7,5YR 6/8); muito argilosa; moderada a forte pequena e média blocos angulares e fraca pequena prismática; poucas superfícies de compressão e muito poucos slickensides; muito dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e gradual. 

4Cg4 150 - 210 cm+; cinzento-claro (2,5Y 7/2), mosqueado abundante, médio e proeminente, amarelo-brunado (10YR 6/8), e pouco a comum, médio e difuso, cinzento (10Y 6/1); muito argilosa; moderada média prismática e moderada a forte pequena e média blocos angulares; poucas superfícies de compressão; muito dura, firme, muito plástica e muito pegajosa.

RAÍZES – Comuns muito finas no horizonte Ap; poucas muito finas no horizonte ACg; raras no 2Cg; poucas médias e grossas (mortas) nos horizontes 2Cg, 3Abg e 3Cg1; poucas muito finas e finas nos horizontes 3Cg2, 3Cg3 e 4Cg4. 

POROS - Comuns muito pequenos e poucos pequenos no horizonte Ap; comuns muito pequenos nos horizontes ACg e 2Cg; comuns muito pequenos e poucos pequenos e médios no horizonte 3Abg; comuns muito pequenos e poucos pequenos no horizonte 3Cg1; comuns a poucos muito pequenos e poucos pequenos no horizonte 3Cg2; comuns a poucos muito pequenos nos horizontes 3Cg3 e 4Cg4.

OBSERVAÇÕES: Solo representativo das áreas dos arrozais de Roraima, muitas das quais anteriormente localizadas na Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Estrutura e superfícies de compressão dos dois primeiros horizontes (Ap e ACg) bastante influenciados pelo trabalho de máquinas. Horizonte ACg compactado por máquinas até 22 cm. No horizonte 2Abg, os mosqueados se localizam ao longo de antigos canais de raízes. Recobrimento das estruturas prismáticas por películas escurecidas nos horizontes 3Cg2, 3Cg3 e 4Cg4. Ocorrência de raízes mortas nos horizontes 2Cg, 3Abg e 3Cg1, evidenciando a presença da antiga vegetação natural. O desmatamento desta área foi realizado em 2002. 



Resultados analíticos



Calhau: >20 mm. Cascalho: 20-2 mm. Terra fina: <2 mm. Areia grossa: 2-0,2 mm. Areia fina: 0,2-0,05 mm. Silte: 0,05-0,002 mm. Argila: <0,002 mm. Relação textural: Não se aplica.



Mineralogia


Figura 42. Difratograma de raios X da fração argila do horizonte 3Cg3. Montagem orientada. Radiação Kα do cobre. Minerais identificados: E-esmectita, VHE-vermiculita com hidróxi-Al entrecamadas, Mi-mica e Ct-caulinita.



Figura:  Perfil RR16 (acima) e sua localização na imagem de satélite do (abaixo) (Bonfim, RR).

Foto: José Francisco Lumbreras.




Referências

Batista, K. D., Lumbreras, J. F., Coelho, M. R., de OLIVEIRA, V. A., & do VALE JÚNIOR, J. F. (2018). Guia de campo da XI Reunião Brasileira de Classificação e Correlação de Solos: RCC de Roraima.





Solos do Pará

A formação geológica do estado do Pará é caracterizada por grande diversidade litológica. A fertilidade natural do solo é geralmente baixa, no estado do Pará não existem estudos de solo mais detalhados (Gama, 2020).  Geralmente as principais classes de solos do estado são: argissolos, latossolos, neossolos, gleissolos, plintossolos, e alguns locais isolados de nitossolos eutróficos, cambissolos e espodossolos (IBGE, 2018). 


Mapa Pedológico do estado

Lista de solos do estado


Gleissolo Háplico Ta Eutrofico Solódico Vertissólico

CLASSIFICAÇÃO – GLEISSOLO HÁPLICO Ta Eutrofico Solódico vertissólico, textura argilosa/siltosa, A moderada, endossódico, Tma, fase florestal equatorial higrófila de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada na fazenda São Joaquim, a cerca de 47 km a jusante da cidade de Parintins. Município de Juruti, estado do Pará. Coordenadas: 02º 23’ 10,6 S e 56º 24’ 43, 1” W (Datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Dique aluvionar do Rio Amazonas, em local com 0% a 2% de declive, sob pastagem de capim mori (Paspalum).

ALTITUDE – 16 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares argilossiltosos, Holocenos.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produtos de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano e suave ondulado.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Mal a imperfeitamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial hidgrofila de várzea.

USO ATUAL – Pastagem nativa (houve cultivo de milho nas proximidades).

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Araujo de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Jeferson Luís Vasconcelos de Macedo.

Vertissolo Hidromórfico Órtico Solódico

CLASSIFICAÇÃO – VERTISSOLO HIDROMÓRFICO Órtico solódico, textura argilosa/siltosa, A fraco, mesoendossolódico, eutrófico, Tma, fase campo equatorial hidrófilo de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada na Fazenda São Joaquim, a cerca de 200 m a sudeste da sua sede e a cerca de 250 m da margem direita do Rio Amazonas, a cerca de 47 km a jusante da cidade de Parintins. Município de Juruti, estado do Pará. Coordenadas: 02° 23° 13,4 S e 56° 24' 38,0" W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Várzea interna da planície de inundação do Rio Amazonas, em local com 0% a 2% de declive, sob vegetação de pastagem nativa.

ALTITUDE - 13 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos aluvionares argilossiltosos, Holoceno.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano com microrrelevo do tipo gilgai.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Mal drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo equatorial hidrófilo de várzea.

USO ATUAL – Pastagem natural (capim mori).

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Jeferson Luís Vasconcelos de Macedo.

Latossolo Amarelo Distrófico Húmico

CLASSIFICAÇÃO – LATOSSOLO AMARELO Distrófico húmico, textura muito argilosa, álico, epidistrófico, caulinítico, Tmb, hipoférrico, fase floresta equatorial perenifólia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada no lado direito da estrada 7, a cerca de 6,0 km após o cruzamento com a estrada 2, no sentido de Belterra para a praia de Cajutuba. Município de Belterra, estado do Pará. Coordenadas: 02° 41' 17,0" S e 54° 59' 06,6" W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Topo plano de platô em interflúvio amplo, com 0% a 1% de declive, sob floresta alterada.

ALTITUDE – 142 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos argilosos, Formação Alter do Chão, Cretáceo (Dino et al., 1999; Vasquez et al., 2008; IBGE, 2008b).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Bem drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial perenifólia (com muitas castanheiras).

USO ATUAL – Área sob vegetação de floresta. Nas vizinhanças ocorrem pequenas lavouras de milho e mandioca. 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Luís Antônio Coutrim dos Santos, Maria do Rosário Lobato Rodrigues, Wenceslau Geraldes Teixeira, Nivaldo Almeida Sena.

Latossolo Amarelo Distrófico Típico

CLASSIFICAÇÃO – LATOSSOLO AMARELO Distrófico tipico, textura muito argilosa, A moderado, álico, epidistrófico, caulinítico, Tmb, hipoférrico, fase floresta equatorial perenifolia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada no lado esquedo da estrada 6, a cerca de 0,9 km após o cruzamento com a estrada 7, no sentido de quem vem de Belterra (vizinha à quadra de iLPF da Embrapa). Municipio de Belterra, estado do Pará. Coordenadas: 02° 41' 21,2" Se 54° 55' 26,1" W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Topo de plato, com 0% a 1% de declive, sob floresta alterada.

ALTITUDE – 171 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos argilosos, Formação Alter do Chão, Cretáceo (Dino et al., 1999; Vasquez et al., 2008; IBGE, 2008b).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de Alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Bem drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial perenifólia (com muitas castanheiras).

USO ATUAL – Área sob vegetação de floresta. Nas vizinhanças ocorre lavoura de milho (2ª safra) e cultivo experimental de espécies florestais (cumaru, mogno africano, andiroba).

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Luís Antônio Coutrim dos Santos, Maria do Rosário Lobato Rodrigues, Wenceslau Geraldes Teixeira, Nivaldo Almeida Sena.

Neossolo Quartzarênico Órtico Húmico

CLASSIFICAÇÃO – NEOSSOLO QUARTZARÉNICO Órtico húmico, textura arenosa-média, álico, fase cerrado equatorial subcaducifolio, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada no lado direito de estrada vicinal, a cerca de 10 km da rodovia Santarém-Alter do Chão, no sentido para Ponta de Pedras e a cerca de 0,75 km desta. Municipio de Santarém, estado do Pará. Coordenadas: 02° 26' 44,4" S c 54° 54' 49,6" W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Terço médio a terço superior de encosta suave, com 2% a 3% de declive, sob área recém-desmatada de cerrado arbóreo-arbustivo (loteamento).

ALTITUDE – 39 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Arenitos, Formação Alter do Chão, Cretáceo/Terciário, recobertos por sedimentos colúvio-aluvionares arenosos (Dino et al., 1999; Vasquez et al., 2008; IBGE, 2008b).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano e suave ondulado.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – fortemente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Cerrado equatorial subcaducifólio. Apresenta porte arbóreo- arbustivo, característica de solos arenosos, com espécies finas e eretas, que evidenciam vegetação nativa secundária.

USO ATUAL –  Área de loteamento, recém-desmatado.

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Luís Antônio Coutrim dos Santos, Maria do Rosário Lobato Rodrigues, Wenceslau Geraldes Teixeira, Nivaldo Almeida Sena.

Organossolo Háplico Hêmico típico

DATA DA DESCRIÇÃO – 25/10/2023

CLASSIFICAÇÃO – ORGANOSSOLO HAPLICO Hêmico tipico, textura argilosa/media/orgânica fibrica, espesso-histico, distrófico, muito lenhosa, fase campo tropical hidrófilo de várzea, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil descrito em trincheira situada em várzea ampla do Rio Amazonas, a cerca de 400 m da estrada de terra, no sentido de quem vem de Santarém, entrando-se à esquerda e a 100 m antes da Escola Municipal de Ensino São João. Santarém, estado do Pará. Coordenadas: 02° 35' 35,9 S e 54° 29' 34,5" W (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Várzea ampla da planície de inundação do Rio Amazonas, com 0% a 1% de declive, sob vegetação de campo nativo.

ALTITUDE - 3 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – flúvio-lacustres argilossiltosos/sedimentos lacustres, Holoceno.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração dos sedimentos supracitados.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Muito mal drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo tropical hidrófilo de várzea.

USO ATUAL – Pastagem natural (grama marreca).

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Mauricio Rizzato Coelho, Raimundo Cosme Oliveira-Junior, Nivaldo Almeida Sena.

Solos de Rondônia

A maioria dos solos em Rondônia era originalmente coberta pela Floresta Amazônica, que os protegia. Embora possuíssem baixa fertilidade natural, apresentavam uma produtividade relativamente alta, principalmente pela reciclagem de nutrientes e pela preservação da matéria orgânica. Esses fatores garantiam ao solo boa qualidade, graças às suas características físicas, químicas e biológicas, formando um sistema equilibrado e eficiente (Schlindwein et al., 2012).

Os solos predominantes em Rondônia são os Argissolos, que cobrem aproximadamente 38,5% da área total. Os Latossolos correspondem a 36%, Neossolos a 11,2%, enquanto os Plintossolos ocupam 4,5%, Cambissolos ocupam 3,8% e os Gleissolos 2,3%. As demais classes de solos ocupam o restante da área, que é de 2,9% (IBGE, 2018).

Lista de solos do estado


Argissolo Vermelho Eutrófico abrúptico latossólico antrópico

Perfil – RO-08

DATA DA DESCRIÇÃO – 19/07/2016

CLASSIFICAÇÃO – ARGISSOLO VERMELHO Eutrófico abrúptico latossólico antrópico, textura média/argilosa, endoconcrecionário, caulinítico, mesoférrico, fase floresta equatorial subperenifólia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil situado na Linha 12, no lado direito da rodovia vicinal (via Laticínio), no sentido Cabixi-Pimenteiras do Oeste, a cerca de 1,0 km de Cabixi, estado de Rondônia. Coordenadas: 13º 30’ 0,9” S e 60º 33’ 42,1” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Terço médio a terço inferior de vertente (com cerca de 800 m), com 2 a 3% de declive, sob pastagem.

ALTITUDE – 216 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos argiloarenosos, Pleistoceno (IBGE, 2006a; CPRM, 2007), com provável influência de rochas do Grupo Nova Brasilândia.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimentos argiloarenosos.

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Acentuadamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Cerradão equatorial subperenifólio.

USO ATUAL – Pastagem.

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Ângelo Mansur Mendes, Henrique Nery Cipriani e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Aup 0 - 13 cm; preto-avermelhado (2,5YR 2,5/1, úmido) e bruno-avermelhado-escuro (5YR 3/2, seco); franco-argiloarenosa; moderada pequena e muito pequena granular e fraca pequena e muito pequena blocos subangulares; ligeiramente dura; muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

Au 13 - 34 (27 – 70) cm; cinzento-avermelhado-escuro (2,5YR 3/1, úmido) e cinzento-avermelhado- escuro a bruno-avermelhado-escuro (5YR 3,5/2, seco); franco-argiloarenosa; moderada muito pequena e pequena granular e moderada pequena blocos subangulares; ligeiramente dura, muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição irregular e abrupta (14 – 57 cm).

2BA 34 - 54 cm; bruno-avermelhado-escuro (2,5YR 3/3,5, úmido); argila; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares e moderada muito pequena e pequena granular; ligeiramente dura a dura, friável a muito friável, plástica e pegajosa; transição descontínua e gradual.

2Bt1 54 - 74 cm; bruno-avermelhado-escuro a bruno-avermelhado (2,5YR 3,5/4, úmido); argila; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares e moderada a forte muito pequena e pequena granular; ligeiramente dura, friável a muito friável, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e gradual.

2Bt2 74 - 113 cm; vermelho a vermelho-escuro (2,5YR 3,5/6, úmido); argila pouco cascalhenta; fraca pequena blocos subangulares e forte muito pequena e pequena granular; macia, friável a muito friável, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e difusa.

2Bw 113 - 143 cm; vermelho (2,5YR 4/6, úmido); argila pouco cascalhenta; fraca pequena blocos subangulares e forte muito pequena e pequena granular; macia a ligeiramente dura, friável a muito friável, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e abrupta.

2Bwc 143 - 165 cm+; vermelho (2,5YR 4/6, úmido); argila muito cascalhenta; forte muito pequena granular; macia, friável a muito friável, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa.

POROS – Muitos poros muito pequenos e comuns pequenos nos horizontes Aup e Au; muitos muito pequenos e poucos pequenos no 2BA; muitos muito pequenos e comuns pequenos nos demais horizontes.

RAÍZES – Comuns a abundantes muito finas e finas no horizonte Aup; comuns muito finas e finas no Au; comuns muito finas e poucas finas nos demais horizontes.

Observações

Perfil descrito em trincheira. Esta área já foi gradeada. Horizonte Aup ligeiramente compactado. Fragmentos de cerâmica em comum quantidade nos horizontes Aup e Au (um pouco mais neste). Presença de fragmentos de materiais de cor branca, efervescente em solução de HCl diluído a 10%, no horizonte antrópico, supostamente de ossos. A transição irregular entre os horizontes Au e 2BA, é determinada pela “penetração” do horizonte Au no 2BA que se estende até o 2Bt1 condicionando transição descontínua do 2BA para o 2Bt1. Presença de materiais do horizonte Au entremeados no 2BA, de cor bruno-avermelhado-escura (2,5YR 3/3, úmido). Muito poucas concreções (nódulos?) pequenas, duras esféricas, avermelhadas e escuras, ferruginosas (concreções lateríticas) nos horizontes Aup, Au, 2BA, 2Bt1, 2Bt2 e 2Bw, aumentando em profundidade (próximo a 5% no 2Bt2 e 2Bw); e muitas no 2Bwc. Poucos fragmentos de carvão ao longo do perfil (mais concentrado no horizonte A). Muita atividade biológica ao longo do perfil (com ninhos de cupins). Atração magnética muito fraca nos horizontes 2Bt e 2Bw. Embora atenda à relação textural B/A para os Argissolos, este é um caso especial, pois se trata de um A antrópico que por definição já prevê em sua formação adição ou mistura com material externo. Propriedade do Sr. Atayde e Sra. Rosiléia (trincheira ao lado de pequeno dreno da estrada). Estes solos são conhecidos como Terra Preta de Índio. São um tanto frequentes na região, situam-se próximos à drenagem e habitualmente ocupam superfície entre 1 e 3 ha.


Análises Físicas e Químicas

Perfil nº RO-08

Amostra de laboratório: 16.0887-0.893

Número de campo: RO-08

Relação textural: 2,05



Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte 2Bt2. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).



Figura – Localização do perfil RO-08 na imagem de satélite do Google.

Foto do perfil: Sergio Hideiti Shimizu.



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.



Cambissolo Háplico Ta Eutrófico Saprolítico Vertissólico Epirredóxico

Perfil – RO-13

DATA DA DESCRIÇÃO – 17/09/2015

CLASSIFICAÇÃO – CAMBISSOLO HÁPLICO Ta Eutrófico saprolítico vertissólico epirredóxico, textura argilosa/muito argilosa, A moderado, endolítico, epidistrófico, epialumínico, mesoférrico, fase cerrado equatorial caducifólio, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil situado no lado direito da BR-364, a 19,8 km do trevo para Rolim de Moura, no sentido de Vilhena, em estrada vicinal. Município de Pimenta Bueno, Rondônia. Coordenadas: 11º 47’ 56,5” S e 61º 03’ 11,6” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Topo de pequena elevação (interflúvio), com 1-2% de declividade, sob vegetação de cerrado.

ALTITUDE – 239 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Folhelhos com intercalação de siltitos e calcário, Formação Pimenta Bueno, Paleozóico (IBGE, 2006a; CPR M, 2007; QUADROS, 2010); recobertos por sedimentos argiloarenosos (?).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração das litologias supracitadas. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano e suave ondulado. 

EROSÃO – Não aparente a ligeira.

DRENAGEM – Imperfeitamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Cerrado equatorial caducifólio. 

USO ATUAL – Sem uso agrícola e pastagem em área vizinha.

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, Maurício Rizzato Coelho, José Francisco Lumbreras, Ângelo Mansur Mendes e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Ap 0-9 cm; (7,5YR 4/2, úmido e 7,5YR 5/2, seco), mosqueado comum, pequeno e distinto, vermelho- amarelado (6YR 4/6) (de raízes); argilossiltosa; moderada pequena blocos subangulares e fraca a moderada pequena e média granular; dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e clara.

Bi 9 – 25 cm – coloração variegada composta por bruno-amarelado-claro (10YR 6/4), cinzento- brunado-claro (10YR 6/2) e vermelho-amarelado (6YR 4/6); argilossiltosa; moderada a forte pequena e muito pequena blocos subangulares e fraca a moderada pequena granular; dura, friável, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e clara.

2Big 25 – 37cm; cinzento-brunado-claro (10YR 6/2, úmido), mosqueado comum, pequeno e proeminente, vermelho-amarelado (5YR 5/6); argila; forte pequena e média blocos angulares e subangulares; dura a muito dura, firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e abrupta.

2Bigv 37 - 53 cm; cinzento brunado-claro (10YR 6/2, úmido), mosqueado abundante, médio e proeminente, bruno-avermelhado (2,5YR 4/4); muito argilosa; forte muito grande e grande prismática que se desfaz em forte grande e muito grandes blocos angulares; extremamente dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e gradual.

2Biv 53 - 91 cm; bruno-avermelhado (2,5YR 4/4, úmido), mosqueado comum a abundante, médio e proeminente, cinzento (7,5YR 6/1); argilossiltosa; forte muito grande e grande prismática e, secundariamente, forte grande e muito grandes blocos angulares; extremamente dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e clara.

2Cr 91 - 118 cm; bruno-avermelhado-escuro (2,5YR 3/4), mosqueado comum, grande e distinto, cinzento (7,5YR 6/1); franco-argilossiltosa; fraca média e grande laminar e fraca a moderada média e grande blocos angulares; extremamente dura, muito firme, muito plástica e muito pegajosa; transição plana e abrupta.

2R 118 – 130 cm+; bruno-avermelhado-escuro (2,5YR 3/4), mosqueado pouco, grande e proeminente, cinzento-claro (N 7/); francoargilosa, extremamente dura.

POROS – Comuns muito pequenos e poucos pequenos e raros médios no Ap; comuns muito pequenos no Bi e 2Big; poucos muito pequenos abaixo de 37 cm.

RAÍZES – Abundantes muito finas e finas, comuns médias e raras grossas no Ap; muitas muito finas e comuns finas no Bi; comuns muito finas e poucas finas no 2Big; poucas muito finas no 2Bigv e 2Biv; raras muito finas no 2Cr; ausentes no 2R.

Observações

Perfil descrito em trincheira. Em locais próximos à estrada, onde foi retirado material dos horizontes da superfície do solo, as fendas (com até 1 cm de largura) podem ser observadas na superfície do terreno. Dúvida se o Bi poderia ser subdividido em BA e Bi. Dúvida se há descontinuidade litológica a 25 cm ou a 37 cm, ou em ambas as profundidades. Permeabilidade muito baixa a partir de 37 cm. Presença de muitas fendas verticais (de até 2,5 cm de largura) da base do horizonte 2Big até a base do horizonte 2Biv. Pouca superfície de fricção (slickensides) no horizonte 2Bigv e comum no horizonte 2Biv. No horizonte 2Big, a parte interna dos agregados apresenta-se avermelhada e a externa acinzentada, sugerindo que está havendo redução do material de fora para dentro, por penetração e permanência de água neste horizonte. Poucos fragmentos de folhelho são verificados no horizonte 2Biv. Os mosqueados da camada 2R se devem supostamente à condição de redução. Outra sugestão de nomenclatura de horizontes: A, Bi, 2Bigv1, 2Bigv2, 2Bigv3, 2CrR, 2R. Propor discussão sobre folhelho (argilito) deve ser definido como R ou Cr. Propor discussão sobre classes de drenagem (melhorar conceituação).

Análise Físicas e Químicas

Perfil nº RO-13

Amostra de laboratório: 16.1145-1151

Número de campo: RO-13


*Análise elementar por Fluorescência de Raios X. * Teste negativo. Relação textural: 1,39



Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Bi. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).



Figura 28. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Biv. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).




Figura – Localização do perfil RO-13 na imagem de satélite do Google. 

Foto do perfil: José Francisco Lumbreras.



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.

Cambissolo Háplico Tb Distrófico Saprolítico

Perfil – RO-04

DATA DA DESCRIÇÃO – 14/07/2016

CLASSIFICAÇÃO – CAMBISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico saprolítico - gleissólico petroplíntico, textura média/argilosa cascalhenta, A moderado, epiconcrecionário, mesoalumínico, caulinítico, hipoférrico, fase floresta equatorial subcaducifólia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Universidade Federal de Rondônia (UNIR), município Rolim de Moura. 

Coordenadas: 11º 42’ 16,6” S e 61º 46’ 31,0” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Terço médio a inferior de vertente com 2 a 4% de declive, sob pomar de fruteiras e gramíneas.

ALTITUDE – 235 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Folhelhos com intercalação de arenitos e siltitos, Formação Pimenta Bueno, Paleozóico (IBGE, 2006a; CPRM, 2007; QUADROS, 2010); recobertos por sedimentos argiloarenosos.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração das litologias supracitadas. PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano e suave ondulado. 

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Moderadamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial subcaducifólia. 

USO ATUAL – Pomar de fruteiras e gramíneas. 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Ângelo Mansur Mendes, Henrique Nery Cipriani e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Ap 0 - 6 cm; bruno-acinzentado-escuro (10YR 4/2, úmido) e bruno (7,5YR 5/2, seco); francoarenosa; fraca pequena e média granular e fraca pequena blocos subangulares; ligeiramente dura; muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

A 6 - 16 cm; bruno-acinzentado (10YR 5/2, úmido) e cinzento-rosado (7,5YR 6/2, seco); francoarenosa; fraca pequena blocos subangulares; ligeiramente dura a dura, muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e abrupta.

BAc 16 - 37 cm; bruno (7,5YR 4/3, úmido); franco-argiloarenosa muito cascalhenta; fraca muito pequena e pequena blocos subangulares; dura, friável, plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e gradual. 

2Btc 37 – 58 cm; bruno-avermelhado (5YR 4,5/4, úmido); argila cascalhenta; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares e angulares; muito dura, friável a firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e clara.

2BCr 58 – 67 (67-75) cm; cinzento-avermelhado-escuro (5YR 4/2, úmido); francoargilosa; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares e angulares; muito dura, friável a firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição ondulada e abrupta (9 – 17 cm).

2Cr 75 - 107 cm; cinzento-avermelhado-escuro (5YR 4/2, úmido); franco-argilossiltosa; laminar herdada do folhelho com pequena quantidade de material terroso entremeado; muito dura, friável a firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e abrupta (32 – 40 cm).

3Cg 107 – 150 cm+; coloração variegada composta por cinzento-brunado-claro (2,5Y 6/2), vermelho (2,5YR 5/8) e amarelo-avermelhado (7,5YR 6/6); francoargilosa; fraca média e grande blocos subangulares e angulares; muito dura, firme a muito firme, ligeiramente plástica a plástica e ligeiramente pegajosa.

POROS – Comuns poros muito pequenos e pequenos nos horizontes Ap, A, BAc e 2Btc; poucos muito pequenos e pequenos no 2BCr; poucos a muito poucos muito pequenos 2Cr; comuns muito pequenos e pequenos no 2Cg.

RAÍZES – Comuns muito finas e raras finas e médias nos horizontes Ap, A e BA; poucas muito finas no 2Btc e raras muito finas nos demais horizontes.

Observações

Perfil estava seco no momento da descrição. A trincheira foi aberta no período das chuvas (fevereiro) e, nesta ocasião, apresentava lençol freático na altura do horizonte 3Cg. Amostras dos horizontes Ap e A coletadas em capoeira próxima ao perfil (aproximadamente 50 m). Nos horizontes Ap e A ocorrem poucos fragmentos de argilitos, ferruginizados e dispostos de forma desorganizada (tanto na posição inclinada, quanto na vertical e na horizontal), muito duros e com dimensão de cascalhos. Nos horizontes BAc, 2Btc e 2BCr ocorrem fragmentos de argilitos, ferruginizados em parte, com formato laminar (e ruiniforme) e dispostos de forma desorganizada, muito duros e com dimensão de cascalhos. A cor dos fragmentos de argilitos nos horizontes BAc e 2Btc é vermelho (10R 4/6, úmido) e vermelho- acinzentado (10R 4/4, úmido), no 2BCr é vermelho-acinzentado (10R 4/4, úmido) e no 2Cr é vermelho- acinzentado (10R 4/2, úmido). Sugestão de fazer a mineralogia das frações grosseiras e verificar o percentual de ocorrência de argilitos e de concreções lateríticas nos horizontes BAc, 2Btc e 2BCr.

Análise Físicas e Químicas

Perfil nº RO-04

Amostra de laboratório: 16.0858 – 0.864

Número de campo: RO-04


Análise elementar por Fluorescência de Raios X. Relação textural: 2,79




Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte 2Bic. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-Goethita, Hm-Hematita, Il-Illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).



Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte 3Cg. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At-anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).


Figura – Localização do perfil RO-04 na imagem de satélite do Google.

Foto do perfil: Sergio Hideiti Shimizu.



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.

Gleissolo Háplico Tb Distrófico Planossólico

Perfil – RO-07

DATA DA DESCRIÇÃO – 18/07/2016

CLASSIFICAÇÃO – GLEISSOLO HÁPLICO Tb Distrófico planossólico, textura média/argilosa, A moderado, endoálico, fase floresta equatorial subperenifólia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil situado no IFRO de Colorado do Oeste, a 2,0 km do refeitório (um pouco antes do tanque de piscicultura). Município de Colorado do Oeste, Rondônia. Coordenadas: 13º 07’ 56,5” S e 60º 29’ 08,0” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Terraço (rampa colúvio – aluvionar suaveb), com declive de 1 a 3%, sob cobertura de pastagem.

ALTITUDE – 390 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Paragnaisses do Complexo Colorado, Mesoproterozoico, recobertos por sedimentos argiloarenosos colúvio- aluvionares, holocênicos (Quadros; Rizzotto, 2007a, 2007b). 

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimentos argiloarenosos. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Suave ondulado e ondulado. EROSÃO – Não aparente a laminar ligeira.

DRENAGEM – Imperfeitamente a mal drenado drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial subperenifólia (higrófila?). 

USO ATUAL – Pastagem.

DESCRITO E COLETADO POR – José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Virlei Álvaro de Oliveira, Ângelo Mansur Mendes, Henrique Nery Cipriani e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Ap 0-12 cm; bruno-acinzentado muito escuro (10YR 3/2, úmido) e cinzento (7,5YR 6/1, seco) mosqueado pouco, pequeno e distinto, vermelho-amarelado (5YR 5/6); franco-argiloarenosa; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares; muito dura, firme, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

AE 12-22 cm; bruno-acinzentado-escuro (10YR 4/2, úmido) e cinzento-rosado (7,5YR 6/2, seco) mosqueado comum, pequeno e proeminente, vermelho-amarelado (5YR 4/6); francoarenosa; fraca muito pequena blocos angulares; ligeiramente dura, muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

Eg 22-43 cm; cinzento a cinzento-brunado-claro (2,5Y 6/1,5, úmido) e cinzento-claro (7,5YR 7/1, seco) mosqueado abundante, pequeno e médio e proeminente, bruno-forte (7,5YR 5/6) e bruno (7,5YR 4/4); francoarenosa; fraca muito pequena e média blocos angulares; ligeiramente dura a dura, muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara (abrupta?).

BEg 43-59 cm; coloração variegada composta por cinzento a bruno-acinzentado (2,5Y 5/1,5) e bruno- forte (7,5YR 5/8) mosqueado comum, médio e proeminente, vermelho (2,5YR 4/6); franco-argiloarenosa; fraca pequena e média blocos subangulares e angulares; muito dura, firme, plástica e pegajosa; transição ondulada e clara.

Btg1 59-74 cm; coloração variegada composta por cinzento (2,5Y 5/1), bruno-forte (7,5YR 5/8) e bruno- oliváceo (2,5Y 4/6); argiloarenosa; moderada a forte média e grande blocos angulares; cerosidade comum e forte; extremamente dura, firme a muito firme, plástica e pegajosa; transição plana e clara.

Btg2 74 - 100 cm; coloração variegada composta por cinzento (10YR 5/1, úmido), bruno-forte (7,5YR 5/6, úmido) e vermelho (2,5YR 5/8, úmido); argiloarenosa; moderada média e grande prismática e forte grande e média blocos angulares; cerosidade abundante e forte; extremamente extremamente dura, muito firme, plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e clara.

Btg3 100 – 150 cm+; coloração variegada composta por cinzento (10YR 5/1), bruno-forte (7,5YR 5/6) e bruno-oliváceo-claro (2,5Y 5/8); argiloarenosa; moderada a fraca grande prismática e forte média blocos angulares; cerosidade abundante e forte; extremamente dura, muito firme, plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e clara.

POROS – Comuns muito pequenos no Ap; comuns a poucos muito pequenos no AE, Eg, BEg e Btg1; raros muito pequenos no Btg2 e Btg3.

RAÍZES – Comuns muito finas no Ap; poucas muito finas no AE, Eg, BEg e Btg1; raras muito finas no Btg2 e Btg3.

Observações:

Perfil descrito em trincheira. O horizonte A está moderadamente compactado. Ocorrem poucas penetrações de material do horizonte Eg no BEg. Poucos fragmentos de materiais primários de cor branca (N 9,5/) no BEg (predomina material quartzoso), poucos a comuns no Btg1 e comuns no Btg2. No horizonte Btg2 ocorrem muito poucos nódulos, grandes, macios, esféricos, pretos e com o entorno avermelhado, de manganês (predomina) e ferro-manganesiano. Ocorrem poucas superfícies de compressão brilhantes nos horizontes Btg1, comuns no Btg2 e muitas no Btg3. Há dúvida se o aspecto brilhante em grande parte está associado com cerosidade, já que forma como que uma película escura que reveste as faces dos agregados. Portanto a suposta cerosidade será confirmada na análise de micromorfologia. Superfícies de fricção poucas e fracas nos horizontes Btg2 e Btg3. Os horizontes Btg1, Btg2 e Btg3 são de permeabilidade muito baixa. Outra sugestão de nomenclatura de horizontes: Ap, AE, Eg, EBg, 2Btg1, 2Btg2, 2Btg3.

Perfil nº RO-07

Amostra –de-laboratório 16.0880-0886

Número de campo: RO-07



Análise elementar por Fluorescência de Raios X. Relação textural: 1,86




Figura – Localização do perfil RO-07 na imagem de satélite do google. 

Foto do perfil: Sergio Hideiti Shimizu.



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.


Latossolo Amarelo Distrófico Petroplíntico Plintossólico

Perfil – RO-14

DATA DA DESCRIÇÃO – 19/09/2016

CLASSIFICAÇÃO – LATOSSOLO AMARELO Distrófico petroplíntico plintossólico, textura argilosa (média/argilosa/média cascalhenta), A moderado, endoconcrecionário, álico, caulinítico, hipoférrico, fase campo cerrado equatorial, relevo plano com murundus, substrato sedimentos colúvio-aluvionares.

LOCALIZAÇÃO – Lado direito de rodovia vicinal, em canal de drenagem artificial, a 18,5 km de Pimenteiras do Oeste, na direção da fazenda Riozinho. Fazenda RICAL, município de Pimenteiras do Oeste, Rondônia. Coordenadas: 13º 28’ 26,0” S e 61º 10’ 30,9” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL - Terraço da planície do rio Guaporé, com 0-1% de declividade, sob pastagem.

ALTITUDE – 179 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos colúvio - aluvionares argiloarenosos, Holoceno (IBGE, 2006a; CPRM, 2007).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimentos argiloarenosos. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Moderadamente a imperfeitamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Campo cerrado equatorial com murundus (vegetação arbustiva e arbórea concentrada nas vizinhanças dos murundus).

USO ATUAL – Pastagem (Brachiaria humidicula).

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Ângelo Mansur Mendes e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Ap1 0 - 13 cm; preto (10YR 2/1, úmido) e cinzento-escuro (10YR 4/1, seco); franco-argiloarenosa; fraca a moderada pequena e muito pequena granular e fraca a moderada pequena blocos subangulares; muito friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

Ap2 13 - 22 cm; bruno (7,5YR 4/2, úmido) e cinzento (7,5YR 5/1, seco), mosqueado pouco, pequeno e distinto, bruno-forte (7,5YR 5/6); franco-argiloarenosa; fraca a moderada pequena blocos subangulares e fraca a moderada pequena e muito pequena granular; friável, plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara. BA 22 - 32 cm; bruno (10YR 5/3, úmido), mosqueado comum, pequeno e distinto, bruno-forte (7,5YR 5/6); franco-argiloarenosa; fraca a moderada pequena blocos subangulares; ligeiramente dura a dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e gradual.

Bw 32 – 63 cm; amarelo-brunado a bruno-amarelado-claro (10YR 6/5, úmido) e bruno-claro- acinzentado (10YR 6/3, úmido); mosqueado pouco, pequeno e proeminente, vermelho (2,5YR 5/8); franco- argiloarenosa; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares; dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e difusa.

Bwgf 63 – 110 cm; bruno-amarelado-claro (2,5Y 6/3, úmido), mosqueado comum, pequeno e difuso, amarelo-brunado a bruno-amarelado-claro (10YR 6/5) e comum, pequeno e médio, proeminente, vermelho (2,5YR 4/6) (de plintita); argiloarenosa; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares; muito dura, friável a firme, plástica e pegajosa; transição plana e gradual.

Bwgfc 110 - 145 cm; cinzento-claro (2,5Y 7/2, úmido), mosqueado comum, pequeno e proeminente, vermelho (2,5YR 4/6) (de plintita) e comum, médio e proeminente, vermelho (2,5YR 5/8); franco- argiloarenosa cascalhenta; fraca a moderada pequena e média blocos subangulares; muito dura, firme, plástica e pegajosa; transição plana e abrupta.

2Cgfc 145 – 165 cm+; amarelo-brunado a bruno-amarelado-claro (10YR 6/5, úmido), mosqueado abundante, médio e grande proeminente, vermelho-claro a vermelho (2,5YR 5,5/8) e comum, médio e proeminente, vermelho (2,5YR 4/6) (de plintita); francoarenosa pouco cascalhenta; fraca pequena blocos subangulares; friável, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa.

POROS – Muitos muito pequenos e poucos pequenos no Ap1 e Ap2; muitos muito pequenos e comuns pequenos, entre 22 cm e 165 cm.

RAÍZES – Comuns a abundantes muito finas e finas no Ap1; poucas a comuns muito finas no Ap2 e BA; poucas muito finas no Bw, poucas a raras muito finas no Bwgf, raras muito finas no Bwgfc e ausentes no 2Cgfc.

Observação

Perfil descrito e coletado em corte de drenagem artificial. Área fica saturada com água no período chuvoso. Solo ligeiramente úmido até 22 cm de profundidade e úmido abaixo. Horizonte Ap1 ligeiramente compactado em alguns locais. Comum atividade biológica (cupins) nos horizontes Ap1 e Ap2. Presença de fendas verticais e horizontais que atingem 1 cm de largura, em comum quantidade, na parede exposta do corte de drenagem. Ocorreu uma dúvida na cor do horizonte Bw que pode influenciar na classificação do solo; se há dominância da cor amarelo-brunado a bruno-amarelado-claro (10YR 6/5, úmido) e a cor bruno-claro- acinzentado (10YR 6/3, úmido) é mosqueado abundante ou se ambas constituem uma coloração variegada. Estima-se uma quantidade de plintita de cerca de 2%, 4% e 7% nos horizontes Bw, Bwgf e Bwgfc, respectivamente. Ocorre pouca plintita na camada 2Cgfc. Nos horizontes Bwgfc e 2Cgf c ocorrem poucos nódulos (ou concreções?), grandes e pequenos (0,5 cm a 3 cm), duros, irregulares, vermelhos e, secundariamente, pretos, ferruginosos e ferro-manganesianos (ambos petroplintitas) (estimando-se neste uma quantidade de 5 a 6%). Dúvida se a quantidade de plintita somada com a petroplintita ultrapassa a 15% (foi estimado entre 12% e 13%). Sugestão de quantificar a plintita e petroplintita contida nos anéis de densidade. No campo ocorreu a dúvida se a relação textural seria suficiente para caracterizar B textural. Outras sugestões de nomenclatura de horizontes: Ap1, Ap2, BA, Bi, Bi8gf, Bigfc e 2Cgfc ou Ap1, Ap2, BA, Bw, BCgf, Cgfc e 2Cgfc. 

Análise Físicas e Químicas

Perfil nº RO-14

Amostra de laboratório: 16.1152-1158

Número de campo: RO-14


* Análise elementar por Fluorescência de Raios X. Relação textural: 1,19




Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Bwgfc. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).





Figura – Localização do perfil RO-14 na imagem de satélite do Google. 

Foto de perfil: Sergio Hideiti Shimizu.



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.


Latossolo Amarelo Distrófico Típico

Perfil – RO-12

DATA DA DESCRIÇÃO – 15/09/2016

CLASSIFICAÇÃO – LATOSSOLO AMARELO Distrófico típico, textura muito argilosa, A moderado, mesoálico, caulinítico, mesoférrico, fase floresta equatorial subperenifólia, relevo suave ondulado.

LOCALIZAÇÃO – Perfil situado no IFRO de Ariquemes, a 2,2 km do refeitório (ao lado de lavoura experimental de café). Município de Ariquemes, Rondônia. Coordenadas: 09º 57’ 10,0” S e 62º 56’ 51,4” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Terço superior a um terço médio, com 3-5% de declive, sob cobertura de gramíneas forrageiras.

ALTITUDE – 134 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Rochas cristalinas do Grupo Jamari, Paleoproterozóico (IBGE, 2006a).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Produto de alteração das litologias supracitadas. PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Suave ondulado.

RELEVO REGIONAL – Suave ondulado e plano. 

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Acentuadamente drenado a bem drenado. 

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial subperenifólia.

USO ATUAL – Pastagem (Brachiaria brizanta) e lavouras perenes nas vizinhanças (café, cacau, seringueira). 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Ângelo Mansur Mendes e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Ap1 0-14 cm; bruno (7,5YR 4/2, úmido); argila; moderada a forte pequena e média granular e fraca pequena blocos subangulares; ligeiramente dura a dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e clara.

Ap2 14-20 cm; bruno (7,5YR 4/3, úmido); muito argilosa; moderada pequena e média granular e fraca pequena blocos subangulares; dura a muito dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e abrupta.

BA 20-30 cm; bruno (7,5YR 4,5/4, úmido); muito argilosa; moderada pequena e muito pequena blocos subangulares; dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e gradual.

Bw1 30-53 cm; bruno-forte (7,5YR 4,5/6, úmido); muito argilosa; moderada muito pequena e pequena granular e moderada pequena blocos subangulares; macia a ligeiramente dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e gradual a difusa.

Bw2 53-72 (72-80) cm; bruno-forte (7,5YR 4,5/6, úmido); muito argilosa; moderada muito pequena e pequena granular e moderada pequena blocos subangulares; ligeiramente dura a macia, friável, plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição ondulada e clara (19-27 cm).

2Ab 72 – 103 (97-110) cm; bruno-escuro (8YR 3/4, úmido); muito argilosa; moderada muito pequena e pequena granular e moderada pequena blocos subangulares; ligeiramente dura a macia, friável a muito friável, plástica e pegajosa; transição ondulada e gradual (17-38cm).

2ABb 103 – 133 (129 - 138) cm; bruno (8YR 4/4, úmido); muito argilosa; moderada muito pequena e pequena granular e moderada pequena blocos subangulares; ligeiramente dura, friável, plástica e pegajosa; transição ondulada e gradual (19-41 cm).

2Bwb 133 – 170 cm+; bruno-amarelado (10YR 5/7, úmido); muito argilosa; forte muito pequena e pequena granular e fraca pequena blocos subangulares; macia, muito friável a friável, plástica e pegajosa a muito pegajosa (32-41 cm+).

POROS – Poucos muito pequenos, pequenos e médios no Ap1; comuns a muitos, muito pequenos no Ap2; comuns muito pequenos no BA; muitos muito pequenos e pequenos nos demais horizontes (sendo mais expressivos no 2Ab e no 2ABb).

RAÍZES – Abundantes muito finas e finas no Ap1; comuns muito finas e finas nos horizontes Ap2, BA, Bw1, Bw2, 2Ab e 2ABb; poucas muito finas no 2Bwb.

Observações

Perfil descrito em trincheira. Solo ligeiramente compactado até 30 cm de profundidade. Muita atividade biológica no Ap1 (formigas e cupins). Verifica-se ao longo do perfil (?) a presença de nódulos muito poucos, pequenos (alguns atingindo pouco menos de 1 cm), duros e duros a macios, esféricos (subarredondados) e irregulares, cor marrom escuro, de argila e matéria orgânica. Poucos fragmentos de carvão ao longo do perfil, com ligeiro predomínio acima do horizonte 2Ab. Dúvida se os horizontes precedidos do algarismo 2, são realmente enterrados. Sugestão de outra nomenclatura de horizontes: Ap1, Ap2, Bw1, Bw2, Bw3, Ab, ABb, Bwb. Presença de poucas rachaduras (fendas) na parede da trincheira, com até 1 cm de largura, estendendo-se até o fundo da mesma (190 cm+).

Análises Físicas e Químicas

Perfil nº RO-12

Amostrra de laboratório: 16.1137-1144

Número de campo: RO-12 



Relação textural 1,14 



 Tabela 1 - Análise elementar por Fluorescência de Raios X na TFSA do perfil RO-12.




Tabela 2 - Conteúdos de Fe e Al extraídos por ditionito-citrato-bicarbonato de sódio (Ald e Fed) e oxalato ácido de amônio (Alo e Feo) na TFSA do perfil RO-12.



Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Bw2. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).



Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Bwb. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).




Figura – Localização do perfil RO-12 na imagem de satélite do Google.

Foto do perfil: José Francisco Lumbreras.



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.


Latossolo Vermelho-Amarelo Ácrico Típico

Perfil – RO-05

DATA DA DESCRIÇÃO – 15/07/2016

CLASSIFICAÇÃO – LATOSSOLO VERMELHO -AMARELO Ácrico típico, textura muito argilosa, A moderado, caulinítico-gibbsítico, mesoférrico, fase cerradão equatorial subperenifólio, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil situado no Campo Experimental da Embrapa Rondônia, no lado direito da rodovia BR-364, no sentido Vilhena-Cuiabá, a cerca de 10 km de Vilhena, estado de Rondônia. Coordenadas: 12º 47’ 27,3” S e 60º 06’ 2,6” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL– Platô com 0 a 1% de declive, sob gramíneas.

ALTITUDE – 613 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos argilosos, Neógeno/Pleistoceno (IBGE, 2006a; CPRM, 2007).

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimentos argilosos. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Plano.

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Bem a acentuadamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Cerradão equatorial subperenifólio.

USO ATUAL – Área de pousio há cerca de 10 anos sob gramíneas (capim colonião) (cerradão ao lado). 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato Coelho, Ângelo Mansur Mendes, Henrique Nery Cipriani e Iraque Moura de Medeiros. Descrição morfológica

Ap 0 - 14 cm; bruno-escuro (7,5YR 3/2,5, úmido) e bruno (7,5YR 4/2, seco); muito argilosa; moderada pequena e média granular e blocos subangulares; muito dura; friável, plástica e pegajosa; transição plana e clara. 

AB 14 - 24 cm; vermelho-amarelado a bruno-avermelhado (6YR 4/5, úmido) e bruno-escuro (7,5YR 5/3, seco); muito argilosa; moderada média e pequena blocos subangulares e granular; dura a muito dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e clara.

BA   24 - 42 cm; vermelho-amarelado (5YR 5/7, úmido); muito argilosa; moderada a forte muito pequena e pequena granular e moderada média e pequena blocos subangulares; dura, friável, plástica e pegajosa; transição plana e gradual.

Bw1 42 - 63 cm; vermelho-amarelado (5YR 5/8, úmido); muito argilosa; moderada a forte muito pequena e pequena granular e fraca a moderada pequena e muito pequena blocos subangulares; dura, muito friável, plástica e pegajosa; transição plana e difusa.

Bw2 63 - 98 cm; vermelho-amarelado (5YR 5/8, úmido); muito argilosa; fraca muito pequena blocos subangulares e forte muito pequena granular; macia a ligeiramente dura, muito friável, plástica e pegajosa; transição plana e difusa.

Bw3 98 - 138 cm; vermelho-amarelado (5YR 5/8, úmido); muito argilosa; fraca muito pequena blocos subangulares e forte muito pequena granular; macia a ligeiramente dura, muito friável, plástica e pegajosa; transição plana e difusa.

Bw4 138 - 180 cm+; vermelho-amarelado (6YR 5/8, úmido), mosqueado pouco, pequeno e distinto, amarelo-oliváceo a bruno-amarelado-claro (2,5Y 6/5) e vermelho (2,5YR 5/8); muito argilosa; fraca pequena e muito pequena blocos subangulares e forte muito pequena granular; ligeiramente dura, muito friável, plástica e pegajosa.

POROS – Comuns muito pequenos e poucos pequenos no horizonte Ap; muitos muito pequenos e comuns pequenos no AB; muitos muito pequenos e pequenos nos horizontes BA, Bw1, Bw2 e Bw3; e comuns a muitos muito pequenos e poucos pequenos no Bw4.

RAÍZES – Comuns muito finas, poucas finas e raras médias no horizonte Ap; comuns muito finas e poucas finas nos demais horizontes.

Observações

Perfil descrito em trincheira. 

Ligeiramente úmido a partir de 42 cm de profundidade. 

Horizontes Ap e AB compactados devido ao tráfego de máquinas agrícolas, mas com moderada atividade biológica relacionada a cupins. 

Os mosqueados do horizonte Bw4 sugerem condição ligeiramente mais úmida do solo nesta profundidade. 

Predominam Latossolos Vermelhos nos platôs da região.

Análise Físicas e Químicas

Perfil nº RO-05

Amostras de laboratório: 16.0865-0.871

Número de campo: RO-05


Análise elementar por Fluorescência de Raios X. Relação textural: 1,06



Figura – Localização do perfil RO-05 na imagem de satélite do google

Foto: José Francisco Lumbreiras. 



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.


Nitossolo Vermelho Eutroférrico Típico

Perfil – RO-03

DATA DA DESCRIÇÃO – 14/07/2016

CLASSIFICAÇÃO – NITOSSOLO VERMELHO Eutroférrico típico, textura argilosa, A moderado, caulinítico, fase floresta equatorial subperenifólia, relevo suave ondulado.

LOCALIZAÇÃO – Lado esquerdo da RO-135, a cerca de 1,5 km ao sul da sede municipal de Alta Floresta do Oeste. Coordenadas: 11º 56’ 53,3” S e 61º 59’ 34,6” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL – Terço médio a superior de um morrote cortado para futura comercialização do terreno, com declividade original de aproximadamente 6% a 10%, sob pastagem.

ALTITUDE – 377 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Granulitos, anfibolitos e gnaisses calcissilicáticos, Grupo Nova Brasilândia, Proterozóico (CPRM, 2007).

MATERIAL ORIGINÁ RIO – Produto de alteração das litologias supracitadas. 

PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa. 

RELEVO LOCAL – Suave ondulado.

RELEVO REGIONAL – Suave ondulado e ondulado. EROSÃO – Não aparente.

DRENAGEM – Bem drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial subperenifólia.

USO ATUAL – Pastagem de capim colonião, vizinho a pequeno pomar com poucas mangueiras. 

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, José Francisco Lumbreras, Maurício Rizzato

Coelho, Ângelo Mansur Mendes, Henrique Nery Cipriani e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição morfológica

Ap 0 - 11 cm; vermelho-escuro-acinzentado (10R 3/3, úmido); francoargilosa; moderada pequena e média granular e moderada a fraca pequena blocos angulares; ligeiramente dura; muito friável, plástica e ligeiramente pegajosa a pegajosa; transição plana e clara.

BA 11 - 28 cm; vermelho-escuro-acinzentado (10R 3/4, úmido); francoargilosa; fraca a moderada média prismática, moderada a forte média e grande blocos angulares e moderada média e grande blocos subangulares; cerosidade pouca e fraca; muito dura, firme, plástica a muito plástica e pegajosa; transição plana e clara.

Bt1 28 - 60 cm; vermelho-acinzentado (10R 4/4, úmido); argila; fraca pequena e média prismática e forte média e grande blocos angulares; cerosidade comum a abundante e moderada; muito dura, firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e clara.

Bt2 60 - 80 cm; vermelho (1YR 4/6, úmido); argila; fraca pequena prismática e forte média e pequena blocos angulares; cerosidade comum a abundante e moderada; muito dura, firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e clara.

Bt3 80 - 129 cm+; vermelho (2,5YR 4/6, úmido); argila; moderada pequena e média prismática e forte pequena e média blocos angulares; cerosidade abundante e forte; muito dura, firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e difusa.

Bt4 129 - 155 cm+; vermelho (2,5YR 4/6, úmido) mosqueado pouco, pequeno e distinto, amarelo-brunado (10YR 6/8); argila; fraca a moderada pequena e média prismática forte média e pequena blocos angulares; cerosidade comum a abundante e forte; muito dura, firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa.

POROS – Muitos poros muito pequenos e pequenos e poucos médios no horizonte Ap; comuns muito pequenos, poucos a comuns pequenos e raros médios no horizonte BA; comuns muito pequenos e pequenos e raros médios nos horizontes Bt1 e Bt2; poucos muito pequenos e pequenos nos horizontes Bt3 e Bt4.

RAÍZES – Abundantes muito finas, comuns finas e raras médias no horizonte Ap; comuns muito finas e finas e raras médias nos horizontes BA, Bt1 e Bt2; poucas muito finas nos horizontes Bt3 e Bt4.

Observações

Perfil descrito em corte para remoção de terra. As amostras dos horizontes Ap e BA foram coletadas em local menos alterado no mesmo barranco, a aproximadamente 5 m do local de descrição do perfil. Atividade biológica intensa de cupins e formigas nos horizontes Ap, BA e Bt1. Atração magnética com imã é muito fraca em todos os horizontes. Embora predomine a estrutura em blocos angulares nos horizontes Bt, secundariamente ocorre estrutura em blocos subangulares (forte pequena e média). Linha de pedras desarestadas (de quartzo) e fragmentos de rocha (cascalhos e calhaus), que variam em quantidade, espessura e profundidade, distribuídos por todo o corte do terreno (transição ondulada e também descontínua em alguns locais). No lado direito ocorre localmente horizonte BC abaixo da linha de pedra.

Mosqueados no horizonte Bt4 referem-se a fragmentos de rocha em alteração, ocorrendo também raras pontuações de manganês. Ocorrência de superfícies de compressão em alguns poucos locais do horizonte Bt4.

Análises Físicas e Químicas

Perfil nº RO-03

Amostra de laboratório: 16.0852-0.857

Número de campo: RO-03


Análise elementar por Fluorescência de Raios X., Relação textural: 1,29



Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Bt3. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).



Figura – Localização do perfil RO-03 na imagem de satélite do Google. 

Foto: Sergio Hideiti Shimizu.



Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.

Plintossolo Háplico Distrófico Típico

Perfil – RO-01

DATA DA DESCRIÇÃO – 11/07/2016

CLASSIFICAÇÃO – PLINTOSSOLO HÁPLICO Distrófico típico, textura média/argilosa, A moderado, álico, endoalumínico, Tb, hipoférrico, fase floresta equatorial subperenifólia, relevo plano.

LOCALIZAÇÃO – Perfil situado no Campo Experimental da Embrapa Rondônia, município de Porto Velho, Estado de Rondônia. Coordenadas: 08º 47’ 46,3” S e 63º 50’ 46,5” WGr. (datum WGS 84).

SITUAÇÃO, DECLIVE E COBERTURA VEGETAL SOBRE O PERFIL - Terraço, com 0-1% de declividade, sob pastagem de capim quicuio.

ALTITUDE – 80 metros.

LITOLOGIA, UNIDADE LITOESTRATIGRÁFICA E CRONOLOGIA – Sedimentos argiloarenosos e siltosos, Holoceno.

MATERIAL ORIGINÁRIO – Sedimentos argiloarenosos e siltosos. PEDREGOSIDADE – Não pedregosa.

ROCHOSIDADE – Não rochosa.

RELEVO LOCAL – Plano (ligeiramente deprimido). 

RELEVO REGIONAL – Plano.

EROSÃO – Não aparente. 

DRENAGEM – Imperfeitamente drenado.

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA – Floresta equatorial subperenifólia. 

USO ATUAL – Pastagem de capim quicuio (Brachiaria humidicula).

DESCRITO E COLETADO POR – Virlei Álvaro de Oliveira, Maurício Rizzato Coelho, José Francisco Lumbreras, Ângelo Mansur Mendes, Henrique Nery Cipriani e Iraque Moura de Medeiros.

Descrição Morfológica

Ap 0-10 cm; cinzento-escuro (10YR 4/1, úmido) mosqueado pouco, pequeno e difuso, amarelo- avermelhado (7,5YR 6/6); francossiltosa; moderada pequena e média blocos subangulares e moderada pequena e média granular; dura, firme, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

AB 10-19 cm; bruno-acinzentado-escuro (10YR 4/2, úmido) mosqueado comum, pequeno e distinto, amarelo-avermelhado (7,5YR 6/6); francossiltosa; moderada média e pequena blocos angulares e subangulares; muito dura, firme, ligeiramente plástica e ligeiramente pegajosa; transição plana e clara.

BA 19-35 cm; bruno-oliváceo-claro (2,5Y 5/4, úmido) mosqueado comum, pequeno e distinto, amarelo- avermelhado (7,5YR 6/6); francossiltosa; moderada média blocos subangulares e angulares; muito dura, muito firme, plástica e pegajosa; transição plana e clara.

Bt 35-54 cm; bruno-amarelado-claro (2,5Y 6/4, úmido) mosqueado comum, médio e distinto, vermelho-amarelado (5YR 5/6) e pouco, pequeno e proeminente, vermelho (10R 4/6); francossiltosa; moderada média e grande blocos angulares e subangulares; extremamente dura, muito firme, plástica e pegajosa; transição plana e clara a gradual.

Btgf1 54-77 cm; cinzento-brunado-claro (2,5Y 6/2, úmido), mosqueado comum, médio e grande e proeminente, vermelho (10R 5/6) e pouco, médio e distinto, amarelo (2,5Y 7/6); francoargilosa; fraca média prismática e moderada a forte média e grande e blocos angulares; cerosidade pouca e fraca; extremamente dura, muito firme a extremamente firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa; transição plana e clara. 

Btgf2 77-140 cm+; coloração variegada composta por vermelho (10R 4/6), cinzento (2,5Y 5/1) e amarelo- claro-acinzentado (2,5Y 7/4); argilossiltosa; forte média blocos angulares; cerosidade pouca e fraca a moderada; extremamente dura, muito firme a extremamente firme, plástica a muito plástica e pegajosa a muito pegajosa.

POROS – Comuns a poucos muito pequenos no Ap; comuns muito pequenos no AB; comuns, muito pequenos e raros pequenos no BA; comuns muito pequenos e pequenos nos horizontes Bt e Btgf1; e poucos muito pequenos e raros pequenos no Btgf2.

RAÍZES – Comuns finas e muito finas no Ap; comuns muito finas e poucas finas no BA; poucas muito finas nos demais horizontes.

Observações

Perfil descrito úmido. A parede esquerda da trincheira manifestou, entre os horizontes Btgf1 e Btgf2, transição de topografia ondulada e contraste claro (44-77 cm a 110 cm). Presença de superfícies de compressão pouca e fraca nos horizontes Btgf1 e Btgf2. Outra sugestão de nomenclatura de horizontes: Ap, AB, BA, Btf, Btgf1, Btgf2. Sugestão para discussão a respeito da aplicação do termo gleissólico no 4º nível categórico.

Análises Físicas e Químicas

Perfil nº RO-01

Amostra de laboratório: 16.0837 - 0842

Número de campo: RO-01


* Análise elementar por Fluorescência de Raios X. Relação textural: 1,21





Figura. Difratograma de raios-X da fração óxidos de ferro do horizonte Bigf2. Montagem em pó. Minerais identificados: Gt-goethita, Hm-hematita, Il-illita, At- anatásio (0,351 nm) e Si-silício (padrão).


Figura – Localização do perfil  na imagem de satélite do Google.

Foto do perfil: José Francisco Lumbreras.


Referência

Lumbreras JF, Silva LM, Anjos LHC, Oliveira VA, Wadt PGS, Pereira MG, Delarmelinda-Honoré EA, Burity KTL. Guia de campo da XII Reunião brasileira de classificação e correlação de solos: RCC de Rondônia. Brasília, DF: Embrapa; 2019.

Solos do Mato Grosso

O estado de Mato Grosso, localizado na parte central do Brasil, se destaca nacionalmente pela alta produtividade agrícola, resultado do uso intensivo do solo. As áreas agrícolas predominam em relevos planos, como chapadas e planaltos, que facilitam a utilização de maquinário agrícola. No entanto, o encontro entre diferentes formas de relevo ocorre em áreas de serras e escarpas com declividade acentuada (Lima, 2020).

Apesar do cenário favorável para a mecanização agrícola, os solos do estado apresentam desafios naturais. Os solos de Mato Grosso são pobres em cálcio (Ca) e magnésio (Mg), além de serem ácidos e tóxicos em alumínio (Al), fatores que podem comprometer a produtividade. Para superar essas limitações e garantir altas produções, é essencial realizar correções com o uso de calcário, sempre baseadas em análises detalhadas do solo e no equilíbrio de nutrientes (Lange et al., 2023).

As principais classes de solos no estado são os Latossolos, que abrangem 40,7% da área, seguidos pelos Argissolos com 21,3%, Neossolos com 18%, Plintossolos com 9,3%, Cambissolos com 4,7%, Gleissolos com 2,9% e Planossolos com 1,9%. As demais classes somam 0,4% da área total (IBGE, 2018).

Lista de solos do estado


Neossolo Flúvico Pzamítico Típico

Perfil – 01 

DATA DA DESCRIÇÃO: 05/11/2022

CLASSIFICAÇÃO PROPOSTA: NEOSSOLO FLÚVICO Pzamítico típico

UNIDADE DE MAPEAMENTO: RYz

LOCALIZAÇÃO: Área urbana do município de Comodoro-MT. Bairro Cristo Rei. 13°39’07.4”S e 59°47’34.8”W.

SITUAÇÃO: Descrito e coletado em barranco de voçoroca, sob vegetação de brachiaria 

ALTITUDE: Aproximadamente 600 m.

LITOLOGIA: Arenito Quartzosos

FORMAÇÃO GEOLÓGICA: Grupo Parecis – Formação Utiarití

CRONOLOGIA: Cretáceo

MATERIAL ORIGINÁRIO: Produto de alterações do material supracitado

PEDREGOSSIDADE: Não pedregoso

ROCHOSIDADE: Não rochoso

RELEVO LOCAL: Declive suave

RELEVO REGIONAL: Suave ondulado a forte ondulado

EROSÃO: Extremamente forte

DRENAGEM: Excessivamente drenado

VEGETAÇÃO PRIMÁRIA: Formação campestre Savana Arborizada-Sa

USO ATUAL: Sem uso específico

CLIMA: Am da classificação de köppen

DESCRITO E COLETADO POR: Ester Medeiros de Albuquerque e Juberto Babilônia de Sousa


DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA


  • Ap 0-5 cm; cinzento (2,5Y 6/1, seco) e cinzento muito escuro (2,5Y 3/1, úmida); areia; fraca grãos simples; solta; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C1 05-20 cm; cinzento-claro (2,5Y 7/1, seco) e cinzento muito escuro (2,5Y 3/1, úmida); areia; fraca grãos simples pequenos; solta; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C2 20 - 35 cm; marrom claro (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); areia; fraca, grãos simples; blocos subangulares pequenos; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C3 35 - 50 cm; cinzento claro (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); areia; fraca, grãos simples; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C4 50 - 68 cm; cinzento claro e marrom claro (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); areia; fraca, grãos simples; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C5 68 - 72 cm; cinzento e marrom claro (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); areia; fraca, grãos simples; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C6 72 - 76 cm; marrom claro (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); areia; fraca, grãos simples; blocos subangulares pequenos, não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C7 76 - 80 cm; marrom escuro (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); franco-argiloarenosa; fraca, grãos simples; blocos subangulares de pequenos a médio; transição plana e difusa.
  • C8 80 - 98 cm; cinzento (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); areia; fraca, grãos simples; blocos subangulares pequenos; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.
  • C9 98 – 110 cm+; marrom escuro (2,5Y 7/2, seco) e cinzento (2,5Y 5/1, úmida); areia; fraca, grãos simples; blocos subangulares pequenos; não plástica e não pegajosa; transição plana e difusa.

RAÍZES: No horizonte Ap, raízes fasciculadas comuns, finas a média. Nos horizontes C1 e C2, raízes fasciculadas comuns, finas a muito finas.

OBSERVAÇÕES: Processo de oxidação de dentro para fora em C7 – material argiloso.


Paisagem 1 de ocorrência do perfil de Neossolo Flúvico Pzamítico típico



Paisagem 2 de ocorrência do perfil de Neossolo Flúvico Pzamítico típico